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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Revelada a nova pintura da Boeing pro 787


O quinto Boeing 787 de teste, ZA005, apareceu com uma pintura nova totalmente branca mas incorporando elementos distintos como o logotipo da Boeing e detalhes em azul. O jato saiu da oficina de pintura na segunda feira e de acordo com a Boeing tem o esquema de pintura mais simplificado do que os aviões 3, 4 e 6. O avião #2 saiu pintado nas cores da ANA (Air Nippon Airways)
A pintura simples economiza tempo e sai mais barato do que a pintura “cheia” do #1 e vai acompanhar as aeronaves até o final do programa de voo de testes, quando então serão revisados e entregues aos compradores.
Como dá pra ver nas fotos abaixo, os dois motores GEnx foram temporariamente removidos e enviados à fábrica da GE para algumas melhorias programadas.

Boeing 787 pode não voar este ano

O problema estrutural encontrado na aeronave de teste é mais complexo do que originalmente descrito pela Boeing, e o voo inaugural pode ser atrasado por mais quatro ou seis meses, informação obtida por dois engenheiros com conhecimento do problema.

“Demora-se pelo menos três a quatro meses para instalar os reparos em um avião” disse o engenheiro. “É definitivamente um reparo muito caro e trabalhoso”
Um segundo engenheiro disse que o reparo será primeiro feito no avião de testes (o que não voa). Se os testes indicarem que a modificação deu certo, mais um ou dois meses serão necessários para instalar as modificações no primeiro avião que irá voar.
Ambos engenheiros disseram que o problema requer o total “re-design” da ligação da asa com a fuselagem.

Alumínio e titânio podem salvar avião feito de compósitos


Em meio a uma série de acidentes com aviões da francesa Airbus, que podem apresentar problemas estruturais sob condições de tempo adversas, agora foi a vez da norte-americana Boeing divulgar que seu avião de nova geração, ainda em fase de desenvolvimento, possui fragilidades estruturais graves.

Avião de compósito

Os planos da empresa era de que o Boeing 787 fosse o primeiro avião comercial com uma fuselagem pressurizada feita inteiramente feita de materiais compósitos – uma mescla de plástico reforçado com fibras de carbono, mais leves do que o alumínio atualmente utilizado.

Em 2008, a empresa descobriu que o tubo principal da fuselagem, no qual são conectadas as asas, não era resistente o suficiente. A saída foi reforçá-lo com o bom e velho metal.

Reforços de alumínio e titânio

Agora, os testes de estresse mecânico conduzidos com a fuselagem já reforçada revelaram que a estrutura tem nada menos do que 18 fragilidades estruturais críticas nos dois lados da fuselagem, logo acima da área onde as asas são conectadas ao corpo principal do avião.

A solução está novamente no metal. A Boeing anunciou que começou a desenvolver reforços metálicos para garantir a resistência estrutural do avião. Estão sendo pesquisados reforços de alumínio e de titânio.

Simuladores falhos

“Os dados dos nossos testes reais não coincidem com o que nosso modelo computadorizado estabelece,” disse Scott Fancher, vice-presidente da empresa. Os defeitos surgiram durante testes no túnel de vento.

Com isto, além de consertar o projeto do avião, a empresa terá que reprogramar o seu modelo computadorizado, para que ele chegue às mesmas conclusões que os testes reais.

Os testes reais com o novo 787, que já haviam sido retardados em 15 meses quando os primeiros problemas foram encontrados, agora foram adiados sem nova previsão de data.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Imagem: Margaret S / Flickr