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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Embraer entrega novo jato ao governo brasileiro


A Embraer entregou oficialmente nesta sexta-feira o primeiro jato EMBRAER 190 para o Governo Brasileiro, em cerimônia realizada na Base Aérea de Brasília, no Distrito Federal. A aeronave está configurada especialmente para cumprir missões da Presidência da República e será operada pelo Grupo de Transporte Especial (GTE) da Força Aérea Brasileira (FAB). O contrato entre a Embraer e o Comando da Aeronáutica (COMAER), assinado em junho de 2008, contempla ainda uma segunda aeronave do mesmo modelo.

“Para nós da Embraer é motivo de grande satisfação e orgulho vermos o EMBRAER 190, produto de grande sucesso comercial em todo o mundo, pintado nas cores da bandeira nacional, incorporado ao Grupo de Transporte Especial da FAB, e, a partir deste momento, servindo aos maiores interesses do Governo Brasileiro”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa. “Assim como em tantos outros projetos que desenvolvemos para a Força Aérea Brasileira, temos a certeza de que estas aeronaves presidenciais cumprirão destacadas missões e fortalecerão ainda mais nossa bem-sucedida parceria com a FAB.”

Atendendo plenamente aos requisitos estabelecidos pela FAB, a aeronave dispõe de ampla e confortável cabine, incluindo espaço para reuniões e área privativa para uso do Presidente da República. O jato também conta com um sistema especial de comunicações seguras e capacidade para transportar 54 pessoas, entre passageiros e tripulação. O alcance partindo de Brasília possibilita vôos sem escala para qualquer destino na América do Sul, oferecendo grande flexibilidade operacional.

Para assegurar o suporte e a adequada disponibilidade dos dois EMBRAER 190 que servirão à Presidência da República, a FAB assinou com a Embraer contrato de 5 anos de duração para adquirir o programa Embraer Soluções de Suporte para Governos (ESSG). Trata-se de um pacote de suporte logístico que abrange serviços de manutenção, suporte de material, mão-de-obra especializada de engenharia em campo e administração de reparos e garantias.

A parceria entre a Embraer e a FAB iniciou-se há 40 anos e coincide com a própria criação da Empresa. Atualmente, a FAB opera diversos modelos de aviões de transporte fabricados pela Embraer, como o ERJ 135, o ERJ 145, o Legacy 600, o EMB 120 Brasilia, o EMB 121 Xingu e o EMB 110 Bandeirante. Aeronaves de defesa produzidas pela Empresa, como o Xavante, o EMB 111 Bandeirante Patrulha, o AMX, o Tucano, o Super Tucano e os sistemas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance – ISR) operados no âmbito do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) também fazem parte da frota da FAB. A modernização da frota dos caças AMX e F-5, este último de fabricação original norte-americana, também estão no escopo das atividades desenvolvidas atualmente pela Embraer para a atender às necessidades da FAB.

Fonte & Foto: Embraer

FAB e Embraer preferem caça da Boeing

Como já se sabe, se depender do presidente Lula e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a França – com quem o Brasil já fechou negócio para a compra de cinco submarinos e 50 helicópteros – também deverá fornecer um pacote de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira, a FAB, numa transação que pode variar entre 4 bilhões e 8 bilhões de reais.

Além do Rafale, fabricado pela Dassault, também estão na disputa os caças FA-18 Hornet, da americana Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. Os três concorrentes devem apresentar uma nova rodada de propostas à FAB na próxima segunda-feira. A decisão do governo deve sair em outubro.

Mas ainda que não comentem a respeito – tanto a FAB, quanto a Embraer, que deverá participar da contrução dos caças e assimilar a transferência de tecnologia exigida do governo brasileiro do fornecedor – preferem o caça FA-18 Hornet, da Boeing.

Para a Embraer, a preferência pela Boeing é claramente comercial. De saída, a empresa brasileira participa de uma licitação de 100 aviões leves de combate, como o Super Tucano, para a Força Aérea Americana, que pretende usá-los em cenários de guerra de guerrilha, como no Afeganistão.

A decisão ianque sobre a compra, que pode alcançar 90 milhões de dólares, deve ser anunciada em 2010.

As duas transações são independentes. Mas se o Brasil optar pelo FA-18, a Embraer deverá contar com maior simpatia dos americanos pelos Super Tucanos.

Outro ponto importante para a Embraer é o interesse já manifesto pela Boeing em desenvolver com a empresa brasileira um avião cargueiro militar, o KC-390, também a ser vendido para as forças armadas brasileiras.

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que a França gostaria de desenvolver um cargueiro com a Embraer. Mas acontece que a Airbus, que é sediada na França, já trabalha num projeto similar ao KC-390.

Já do ponto de vista da FAB, a preferência pela Boeing diz respeito à superioridade técnica do FA-18 sobre o próprio Rafale e o Gripen.

Aliás, nos últimos anos, o Rafale, que é fabricado pela Dassault, perdeu cinco disputas internacionais para o FA-18, em países como a Coreia.

Um dos trunfos do FA-18 é o seu sistema de radar AESA, desenvolvido pela Raytheon, que permite que o avião se torne invisível para o inimigo, que uma vez detectado pode ser fulminado antes mesmo de saber que estava sendo perseguido.

Além disso, para a FAB, a superioridade técnica da Boeing tem a ver com o sistema de navegação GPS.

Os americanos possuem a única constelação de satélites do mundo dotada da tecnologia. O GPS permite a localização exata de um objeto na superfície terrestre ou próximo dela, independente de condições meteorológicas ou de luminosidade.

Cabe ao Pentágono licenciar o uso do GPS para fins civis e militares em todo o mundo.

Logo, se comprar os Rafales, o Brasil continuará dependente dos americanos, ainda que indiretamente. A importação do GPS certamente tornará o pacote francês mais caro para o Brasil.

Desde o início da década que a União Europeia analisa a construção de um sistema GPS próprio. Mas a proposta, que está longe de sair do papel, custaria pelo menos 20 bilhões de dólares.

Outro aspecto que até agora vem sendo ignorado por Lula e Jobim – mas que é de interesse dos comandantes brasileiros – é a transferência tecnológica enquanto treinamento.

Só um piloto muito bem treinado consegue um rendimento máximo em ação. E nesse quesito, mais uma vez os militares brasileiros tem mais intimidade com os americanos, que por sinal tem as forças armadas mais bem treinadas do mundo.

A discussão sobre transferência tecnológica dos caças está restrita à resistência americana em permitir que a tecnologia a ser cedida para o FA-18 Hornet no Brasil seja revendida para países indesejáveis para os EUA, como a Venezuela ou o Irã.

Os americanos já declararam que o Brasil não teria carta branca para revender os FA-18 “made in Brazil”.

De forma explícita, a provável decisão brasileira em comprar os Rafales vai se apoiar nesse aspecto.

Mas de forma velada, a intenção do governo Lula em se alinhar à França tem a ver com a intenção de demonstrar aos nossos vizinhos latino-americanos independência em relação a Washington.

No governo brasileiro, o Itamaraty tem dado sinais de que essa seria uma resposta em boa hora à Casa Branca, poucos meses depois do anúncio da instalação de bases militares americanas na Colômbia de combate ao narcotráfico.

O anúncio gerou uma enorme polêmica na Unasul, que reúne os países sul-americanos, com anti-americanistas notórios, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Corrêa, do Equador.

Com razão, o Brasil não gostou da maneira como os americanos trataram o tema, não consultando, ou pelo informando Brasília de antemão a respeito.

Mas para o bem da segurança nacional, da FAB e do contribuinte brasileiro – que vai pagar a conta – é preciso esclarecer todos os aspectos – geopolíticos, técnicos e comerciais – que cercam a maior compra de aviões militares pelo Brasil desde 1973.

Fonte: Defesa Net

terça-feira, 15 de setembro de 2009

FAB: 27% dos acidentes aéreos ocorre em treinamento


O número de acidentes envolvendo aeronaves usadas na instrução de pilotos em todo o País saltou de 2 para 16 (700%) na última década. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado ao comando da Aeronáutica, também verificou que o segmento aumentou a participação no total de acidentes aéreos – de 4%, em 1999, para 13%, no ano passado – porcentual mais elevado no período (1999 a 2008). E as estatísticas deste ano revelam um quadro ainda pior. Até junho, o Cenipa havia contabilizado 13 acidentes com aeronaves de instrução. Ou seja, em seis meses, o setor já acumula 81,2% do total de acidentes registrado no ano passado inteiro. Já o porcentual em relação ao total de acidentes na aviação civil brasileira disparou para 24% – isso sem contar os dois últimos acidentes, ocorridos neste mês no interior de São Paulo, o que elevaria o porcentual para 27,7%.
Para um investigador civil ouvido pelo Estado, sob a condição de anonimato, os números são resultado de anos de “falta de fiscalização e despreparo de instrutores e escolas de aviação”. Por lei, a fiscalização do setor é de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “É nítido que a agência relegou a aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos) a um segundo plano”, disse. “O problema é que, no futuro, isso pode ser a pedra no sapato deles, pois estamos falando de falhas graves na base da pirâmide.”
As estatísticas oficiais mostram que ocorrências com aviões de instrução estão concentradas na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do Estado, onde têm sede as maiores escolas de aviação do País. Dos 13 casos já somados pelos militares neste ano, 6 ocorreram em São Paulo, 2 no Paraná, e 1 no Rio, em Minas, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As causas mais comuns para os acidentes foram perda de controle em voo (3) e no solo (3), seguidas por falha do motor em voo (2).
Programa de prevenção
O Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para 2009, lançado no fim do ano passado pelo Cenipa, já alertava para a incidência dos casos de perda de controle em voo. “Evidenciam a inabilidade do aluno em realizar as manobras propostas, aliada à deficiência do instrutor em assumir os comandos a tempo de evitar o acidente”. O diagnóstico chamava a atenção ainda para “a falta de supervisão nas atividades de instrução”. Os acidentes com aviões de instrução não costumam deixar mortos. Desde 2008, a Aeronáutica não registra casos fatais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Colaborou: Luis de Deus M. Jr.

sábado, 12 de setembro de 2009

EUA concordam com transferência de tecnologia ao Brasil e Lula ironiza disputa


A embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou que o governo americano aprova a transferência de tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, assim como a montagem dos aviões no país, caso o governo brasileiro opte pelos caças americanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, ironizou a disputa entre os países que participam da concorrência para a renovação da frota de caças brasileiros.

- Daqui a pouco vou receber (os caças) de graça – disse Lula rapidamente, enquanto aguardava o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, no Palácio do Itamaraty, segundo a Rádio CBN e o site G1.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a embaixada americana diz entender que o governo brasileiro ainda não tomou uma decisão final sobre a concorrência dos caças FX-2, mesmo após a sinalização do presidente Lula de que fecharia negócio com a França, e afirma que a proposta americana é forte.

Ainda segundo o comunicado da embaixada, o Congresso americano concluiu a análise da proposta de venda no último dia 5, sem nenhuma objeção. Prossegue a nota dizendo que “isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva.”

Além do F/A18 Super Hornet, da americana Boeing, disputam a licitação o Gripen, da sueca Saab, e o Rafale, da empresa francesa Dassault, com quem o governo brasileiro já abriu negociações. O negócio pode chegar a US$ 4 bilhões.

A transferência de tecnologia era o principal argumento do governo brasileiro para negociar com os franceses a compra de 36 caças Rafale. Na segunda-feira, Lula, ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a abertura da negociação, antes mesmo de receber o relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre as propostas dos três concorrentes que disputam o negócio milionário.

Em nota divulgada na terça-feira à noite, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ratificou o interesse pela oferta da Dassault, mas afirmou que o governo não fechou questão sobre o assunto. Segundo ele, o presidente da França prometeu oferecer “preços competitivos e razoáveis”. A oferta foi feita, segundo a nota, dia 6. Lula e Sarkozy jantaram nesse dia.

Jobim participará de reunião extraordinária da Comissão de Relações Exteriores do Senado na próxima quarta-feira, às 10h, para tratar exclusivamente da negociação sobre a compra de 36 caças franceses.

O acerto da reunião foi feito na manhã desta quarta-feira pelo presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o próprio ministro.

Segundo Azeredo, Jobim reafirmou que o processo de compra está aberto a todas as empresas credenciadas.

Fonte: O Globo

sábado, 5 de setembro de 2009

França sai na frente na disputa pelo FX-2


A fabricante francesa Dassault desponta com grandes chances de ser a escolhida para projeto de renovação da frota aérea militar brasileira, o FX-2, que prevê a aquisição de 36 jatos, no valor de U$ 4 bilhões. Pelo menos é o que dá a entender o presidente Lula.

“A França se mostrou como o país mais flexível na questão da transferência de tecnologia, e obviamente essa é uma vantagem comparativa excepcional”, disse o presidente à agência AFP.

Na fase final do projeto, estão na disputa, além da Dassault com o jato Rafale, a fabricante sueca Saab com o modelo Gripen, e a norte-americana Boeing com F-18 Super Hornet.

Apesar de o presidente Lula procurar pronunciar-se de forma imparcial, dizendo que “não pode dizer qual é seu preferido por questões de ética presidencial”, não poupou elogios ao projeto apresentado pelos franceses. “Nós sabemos que a França é o único país importante que está disposto a discutir conosco a transferência de tecnologia”.

De fato, entre todos os concorrentes, é com a França que o Brasil manter relações políticas e comerciais mais estreitas.

Em dezembro do ano passado, o presidente Francês, Nicolas Sarkozy fez uma visita ao Brasil que resultou em um protocolo de acordo entre os países, no qual fiocu estipulado a negociação de 50 helicópteros, a construção de cinco submarinos convencionais e outro de propulsão nuclear. Além disso, o acordo determina que a construção dos helicópteros e do motor do submarino será realizada em solos nacionais.

Outro ponto a favor dos Dassault é que a atual frota da FAB utiliza antigos modelos Franceses, como o Mirage.

Sobre o FX-2, o presidente brasileiro adiantou que deve conversar com Sarkozy – que vem ao Brasil no próximo domingo como convidado de honra nas cerimônias comemorativas de 7 de setembro – nessa quinta-feira, após se reunir com o ministro da defesa, Nelson Jobim, e o comandante da força aérea, Juniti Saito.

Fonte: Aviação em Revista

Foto: Aircraft Inc.

Governo investe em helicópteros visando segurança fronteiriça


A Secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp), divisão do Ministério da Justiça, pretende investir, ainda esse ano, um montante que pode chegar até R$ 100 milhões na compra de helicópteros e hidroaviões. As aeronaves serão entregues aos governos estaduais para patrulhamento de áreas longínquas, inacessíveis via transportes terrestres.

Em 2008 foi instaurada no País uma Política Nacional de Aviação em Segurança Pública para tentar minimizar crimes nas regiões de fronteira.

“Historicamente, as regiões onde vivem os ribeirinhos, as regiões fronteiriças, foram esquecidas no campo da segurança pública. E não é possível proporcionar segurança apenas para uma parte da população. É preciso fazer para todos. É preciso chegar nessas regiões, onde não se chega de automóvel”, disse o secretário Ricardo Balestreri a Agência Estado.

De acordo com o Balestreri, no ano passado, a Senasp investiu R$ 80 milhões no mesmo tipo de equipamento, que somados ao capital investido em 2009, possibilitará que quase todos os estados brasileiros sejam beneficiados com a iniciativa.

O secretário também explica que a medida não se limita apenas a compra de aeronaves, se estende, também, a capacitação dos pilotos e preocupação com a segurança aérea. “Não compramos aviões e helicópteros para qualquer estado. Só repassamos as aeronaves para os estados que estão capacitados. Firmamos convênios com as unidades da Federação, que tem que concordar com as normas da Senasp”, finalizou Balestreri.

Fonte: Aviação em Revista
Foto: Copyright na Foto

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

P-3AM da FAB em testes de voo


Continuam os testes de voo, por parte da Airbus Military, das aeronaves Orion P-3A adquiridas pela FAB. Nas novas fotos pode-se perceber o trabalho de remontagem feito na aeronave de matrícula FAB 7200 (P-3A-60-LO).

Segundo um trabalhador da unidade, “às vezes a célula (fuselagem), já muito antiga, furava quando estávamos lixando e se fazia necessário trocar constantemente os painéis. Melhor, aumenta o nível de segurança da aeronave.”

As nove aeronaves P-3 serão usadas para missões de guerra anti-submarina (ASW) e aviação de patrulha marítima, incluindo o controle da Zona Econômica Exclusiva brasileira, para proteção de fronteiras e serviços de resgate aéreo ao longo de uma área no Atlântico Sul designada pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) que se estende praticamente até as águas territoriais da África.

Fonte: Poder Aéreo

Fotos: de cima para baixo, Ruben G. Verdugo, Ricardo Sanabria e Gustavo – AviationCorner.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Caso seja escolhida pela FAB, Boeing vê parceria com Embraer


Uma vitória do caça F-18 Super Hornet, fabricado pela Boeing, na concorrência para a venda de 36 caças multiemprego para a Força Aérea Brasileira (FAB) pode significar a porta de entrada de uma parceria mais ampla entre a fabricante americana e a Embraer. De acordo com Michael Coggins, diretor de relacionamento e novos negócios do programa F-18 da Boeing, o envolvimento da Embraer na transferência de tecnologia do Super Hornet ao Brasil seria “uma parceria de iguais”.

“A Embraer é a terceira maior fabricante de jatos do mundo, atrás da Boeing e da Airbus… então quando falamos com a Embraer vemos eles (com a possibilidade) de colaborarmos em outros projetos e vendê-los no mercado internacional”, disse Coggins. “Por que não pegarmos nossas melhores práticas e as colocamos juntas em outros esforços, em outras áreas? O céu é o limite”, disse, acrescentando que discutiu a possibilidade com a direção da Embraer sem, no entanto, dar mais detalhes.

Além da Boeing com o Super Hornet, também estão na disputa do chamado programa FX-2 o Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen NG, da sueca Saab. Nenhuma das empresas participantes fala em números, mas estima-se o acordo, que pode ser ampliado para 100 unidades, em US$ 2 bilhões. O cronograma da FAB prevê a entrega das primeiras unidades para o primeiro semestre de 2014. O governo brasileiro tem se aproximado da França desde o ano passado, fechando acordos para a compra de helicópteros e submarinos e uma parceria para a produção da parcela convencional do submarino à propulsão nuclear, uma antiga ambição dos militares brasileiros.


A Embraer disse, por meio de sua assessoria, que foi procurada pelas três empresas que disputam o FX-2 e que manteve conversas “preliminares” com todas elas. A empresa acrescentou que “não existe nenhum acordo comercial com nenhuma das empresas” finalistas do programa. Coggins disse que a proposta da Boeing à FAB optou por garantir que a indústria local tenha total autonomia para a manutenção e para o desenvolvimento de novos sistemas para o Super Hornet, em vez de buscar a co-produção do jato localmente. “Não faz sentido, do ponto de vista econômico, o gasto não-recorrente para estabelecer uma linha de montagem para o Super Hornet aqui somente para 36 jatos”, disse.

A transferência de tecnologia é apontada por autoridades brasileiras como fator-chave para o programa FX-2 e, segundo Coggins, a Boeing já obteve todas as autorizações necessárias junto ao governo norte-americano para repassar esse conhecimento ao Brasil. O anúncio do vencedor da disputa para fornecer novos caças ao Brasil deve ser anunciado entre agosto e setembro, de acordo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Fonte: Invertia

Fotos: Copyright to Boeing

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Caça da FAB intercepta, faz tiro de aviso e obriga o pouso de avião com cocaína

Aeronaves A-29 e o avião-radar E-99, da Força Aérea Brasileira, atuaram na operação que terminou com o pouso de um avião monomotor (matrícula CP-1424) em uma pista de terra próxima a Izidrolândia, distrito de Alta Floresta D´Oeste, no interior de Rondônia. Após o pouso, a Polícia Militar, em coordenação com a Polícia Federal, apreendeu 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. A operação ocorreu por volta das 17h da última quarta-feira, dia 3.

A aeronave suspeita, de matrícula boliviana, proveniente daquele País, voava a uma altitude de 1500 pés (500 metros) e foi identificada como tráfego irregular pela aeronave-radar. Logo depois, os caças A-29 já realizavam as medidas de averiguação e o reconhecimento do avião suspeito.

Após ser interceptado pela aeronave da FAB, o piloto não prestou informações sobre identificação ou trajetória que pretendia seguir. Além disso, fez manobra em direção à fronteira com a Bolívia. Em seguida, foi dada a ordem ao piloto da aeronave suspeita que pousasse na pista da cidade de Cacoal. A aeronave desobedeceu novamente e baixou a altitude de voo para 300 pés (100 metros).

Com isso, o A-29 realizou o tiro de aviso. Foi a partir dessa medida que o piloto da aeronave suspeita passou a ser “colaborativo”, informaram os militares, ao afirmar que iria obedecer às ordens. Entretanto, o avião suspeito, sem autorização, precipitou o pouso e aterrissou em uma estrada de terra no distrito de Izidrolândia.

As aeronaves da FAB sobrevoaram a área, conforme norma de policiamento do espaço aéreo, para que o suspeito não voltasse a decolar. Com as informações da FAB, viaturas da Polícia Militar, em coordenação com a PF, chegaram ao local e puderam apreender 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. Um helicóptero H-60 L da FAB transportou na noite de quinta-feira a equipe da PF com a droga apreendida da cidade de Pimenta Bueno (RO) para a capital Porto Velho.

Na madrugada desta sexta-feira, dia 5, uma operação da Polícia Federal e da Polícia Civil local conseguiu capturar os dois pilotos bolivianos. Segundo a PF, eles prestarariam depoimento no posto policial em Pimenta Bueno e seriam presos na própria cidade para aguardar julgamento.

FAB recebe centésima aeronave A-29 Super Tucano


A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu, no final de maio, a 100ª aeronave A-29 produzida pela Embraer. A cerimônia contou com a participação do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, e de integrantes do Alto Comando da Aeronáutica.

O Super Tucano é uma aeronave turboélice dotada de sistemas aviônicos ultramodernos, incluindo a funcionalidade de visão noturna, armamento inteligente e tecnologia de enlace de dados (data link), e é empregado na FAB em missões de policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento aéreo.

Esse evento ratifica a parceria com a Embraer em prol do desenvolvimento aeronáutico brasileiro, e projeta, por meio da aeronave A-29, a capacidade da indústria de defesa no cenário mundial.

Caso você queira ler a mensagem do Comandante da Aeronáutica alusiva ao evento, clique em Leia mais »

sexta-feira, 29 de maio de 2009

57 Anos da Esquadrilha da Fumaça

Pra quem é apaixonado pelo NA T-6 e admirador do Coronel Braga, não pode deixar de ser apaixonado pelo Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), carinhosamente conhecido como Esquadrilha da Fumaça, que completou 57 anos de existência com honra e louvor. O início da saga de pilotos e mecânicos que empolgam multidões, deu-se em 14 de Maio de 1952 e até 1977 utilizava-se os aviões norte-americanos NA T-6 Texan, construídos sob licença no Brasil durante a Segunda Grande Guerra, com os quais foram realizadas 1225 apresentações. No final dos anos 60, por um breve período, operou os jatos de fabricação francesa Super Fouga Magister, denominados T-24, que na Força Aérea Brasileira (FAB) realizou 46 apresentações.

Reativada em 1982, a Esquadrilha da Fumaça passa a utilizar os turboélices de treinamento T-27 Tucano, fabricados no Brasil pela EMBRAER, atualmente com mais de 3220 demonstrações realizadas pelo Brasil e no exterior.

Fomos até Pirassununga, onde fica sediada a Esquadrilha da Fumaça, na Academia da Força Aérea, para conferir a apresentação em comemoração aos 57 anos e em homenagem aos ex-fumaceiros. Graças à Tenente Eveline, entramos com credencial de imprenssa e pudemos observar a apresentação em um local privilegiado, de onde tirei diversas fotos que se encontram na galeria mais abaixo. Outra oportunidade foi entrevistar integrantes da Esquadrilha, e enquanto a maioria procurava entrevistar o Ten Cel Av José Aguinaldo de Moura, o “comandante da Esquadrilha”, fomos mais modestos e entrevistamos o Maj Av Cláudio José Lopez David. Segue abaixo a entrevista:

daniel duarte: O que o motivou a ingressar na Força Aérea Brasileira?

Maj Av David: A Paixão de ver os aviões no Campo dos Afonsos no RJ, e dentro da Força Aérea Brasileira, passei a conhecer um pouco mais do trabalho da Esquadrilha da Fumaça aqui na Academia, e procurei focar minha carreira de forma que vim a compor essa equipe.

daniel duarte: Então primeiro a motivação foi entrar na Força Aérea e depois na Esquadrilha da Fumaça?

Maj Av David: Sem dúvida!

daniel duarte: Quanto tempo de treinamento é necessário para ingressar na Esquadrilha da Fumaça?

Maj Av David: O piloto quando ingressa na fumaça, já possui uma certa experiência, no mínimo 1500 horas de voo sendo 800 de instrução, mas uma vez que ele ingressa na Esquadrilha da Fumaça, ele passa por uma bateria de 72 missões de 1 hora cada uma, o que leva cerca de 3 meses para a formação do piloto, isso sendo já um piloto experiente antes de ingressar na fumaça.

daniel duarte: A Esquadrilha da Fumaça deixa algo a desejar com relação as Esquadrilhas de Apresentções Internacionáis?

Maj Av David: Não. Cada uma tem sua características. O que eu posso adiantar é que a Esquadrilha da Fumaça é muito adimirada não só no Brasil mas no exterior. O respeito que se tem pela Esquadrilha da Fumaça é enorme, nós temos o record mundial de voo invertido com o maior número de aeronaves em formação (12 aeronaves, que foi batido em 2006) o que é uma característica clássica da nossa esquadrilha, a capacidade de voo invertido em formação com grande quantidade de aeronaves.

daniel duarte: Algumas esquadrilhas de demonstração internacionáis utilizam fumaça colorida. Por que a Esquadrilha da Fumaça não utiliza?

Maj Av David: O que acontece é que a fumaça colorida prejudica a visibilidade, sujando o canopy, afetando assim a segurança. Então seu uso fica restrito. Nós a utilizamos classicamente durante o desfile de 7 de Setembro, mas não em demonstrações aéreas, apenas em desfile aéreo que não borra o canopy.

daniel duarte: Justamente por ser voo reto nivelado?

Maj Av David: Exatamente!

daniel duarte: Algum ídolo particular dentro da Esquadrilha da Fumaça?

Maj Av David: Nós temos alguns ícones, e o que há é um grande reconhecimento por parte daqueles que nos antecederam. Essa festa é devido a eles, nós a promovemos justamente para trazê-los aqui, estamos aqui recebendo ex-integrantes e sempre fumaceiros. Internamente a gente fala “uma vez fumaceiro, sempre fumaceiro!”.

Muito obrigado ao paciente Maj Av David e à Ten Eveline por nos proporcionar essa oportunidade. Para ver a Galeria de Fotos, Clique Aqui. Abaixo segue algumas fotos:

Fonte: Daniel Duarte

sábado, 25 de abril de 2009

Aeronautica abre 455 vagas


Interessados em ingressar na carreira militar poderão inscrever-se de 07 de abril até 07 de maio para os Exames de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos (CFS-B / 193 vagas) e ao Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS-B / 262 vagas).

O salário inicial bruto, após a conclusão do curso ou do estágio, é de R$2.962,14.

O Curso de Formação de Sargentos tem duração de dois anos e terá vagas nas seguintes especialidades: grupo I - Controle de Tráfego Aéreo, Eletricidade e Instrumentos, Equipamento de Vôo, Meteorologia, Suprimento, Cartografia e Informações Aeronáuticas; grupo II - Comunicações, Estrutura e Pintura, Fotointeligência, Mecânica de Aeronaves, Material Bélico, Eletromecânica, Guarda e Segurança e Metalurgia. O candidato precisa ter concluído o nível médio.

O Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento tem duração de 24 semanas. A escolaridade exigida é nível médio e formação técnica em Obras, Enfermagem, Laboratório, Eletrônica, Administração, Música, Radiologia e Sistemas de Informação.

Interessados de ambos os sexos, com idade entre 17 e 23 anos (até a data da matrícula), podem se inscrever nos Exames de Admissão, com exceção das vagas abertas para as especialidades do Grupo II do CFS, que são exclusivas para homens.

As provas serão aplicadas em todas as regiões do Brasil e as localidades estarão especificadas nos Editais. O Edital do CFS será publicado até o final do março e do EAGS já foi publicado.

O candidato poderá se inscrever somente pela internet e obter mais informações pelos sites www.fab.mil.br e www.eear.aer.mil.br, ou pelos telefones (12) 3123-1335 e 3123-1270.

Fonte: Máquinas Voadoras