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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aeronaves ‘grandes’ da Trip são proibidas em Mato Grosso


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a Trip Linhas Aéreas de manter voos utilizando aeronaves do modelo ATR 72, com capacidade para até 68 passageiros. A empresa introduziu o uso dos aviões sem a autorização da Anac. Em Mato Grosso, a Trip utilizava as aeronaves em voos para Alta Floresta, Rondonópolis e Sinop, trechos onde o emprego do modelo também foi suspenso. A Anac informou, via assessoria de imprensa, que nestes destinos a Trip tinha autorização para operar somente com aviões menores, modelo ATR 42, que comportam no máximo 48 passageiros. A proibição ocorreu por motivos de segurança, uma vez que tanto em Rondonópolis como nas outras duas cidades o sistema de proteção contra incêndios não atende o número de passageiros transportados por uma aeronave maior

Fonte: JetSite

Foto: Bruno jipa

Aeroporto de Manchester testa máquina de raio-x que deixa passageiros nus


O aeroporto de Manchester, na Grã-Bretanha, iniciou nesta semana testes com uma máquina de raio-x que mostra os passageiros “pelados”, para acelerar o processo de checagens de segurança e procurar armas ou explosivos escondidos.

Na semana passada, autoridades francesas alertaram que a rede al-Qaeda estaria desenvolvendo supositórios explosivos para cometer atentados suicidas.

O aparelho revela rapidamente se há algo escondido, mas o raio-x de corpo inteiro também mostra implantes nos seios, piercings e um claro contorno, em perto e branco, das partes íntimas do passageiro.

O aeroporto ressaltou que as imagens não são pornográficas ou eróticas, serão vistas por apenas um funcionário, em um local remoto, e serão destruídas logo após o exame. Sarah Barrett, chefe do departamento de clientes do aeroporto, afirma que elas não podem ser arquivadas, capturadas ou copiadas. O rosto dos passageiros também não aparece.

Barrett afirma que a maioria dos passageiros não gosta das revistas feitas com as mãos, e lembra que o aparelho acaba com a necessidade de o passageiro tirar o casaco, cinto ou sapatos para a checagem de segurança. Os passageiros, no entanto, podem se recusar a passar pela máquina.

Os aparelhos de raio-x custam 80 mil libras (cerca de R$ 220 mil). Eles funcionam lançando ondas eletromagnéticas nos passageiros enquanto estes aguardam em uma cabine. Uma imagem virtual tri-dimensional é criada a partir da energia refletida.

Segundo o aeroporto, os níveis de radiação são “extremamente seguros” e os passageiros não precisam se preocupar.

Dentro de um ano, o Departamento de Transportes deverá decidir se vai adotar a tecnologia permanentemente.

O aparelho, fabricado pela RapiScan Systems, já foi testado em aeroportos em Nova York, Los Angeles e Londres, em 2004.

Fonte: BBC Brasil

Foto: MailOnline.

sábado, 12 de setembro de 2009

Pane em A319 traz novas recomendações


Um incidente ocorrido em setembro de 2006, durante o vôo de um Airbus A319 da EasyJet na rota Alicante ( Espanha ) – Bristol ( Inglaterra ) incluiu no relatório final da investigação nada menos de 14 recomendações, envolvendo mudanças no equipamento, procedimentos de engenharia e segurança operacional. De um momento para outro, a aeronave teve perda total da energia elétrica de bordo o que desativou todos os instrumentos de vôo no lado do comandante, provocou a perda do sistema de piloto-automático e auto-acelerador e ainda sem meios de comunicação no restante do vôo. A perda dos sinais do transponder durante cerca de 10 minutos sobre território francês impediu que o centro de controle de Brest monitorasse o vôo do A319, afetou o funcionamento do sistema de alarme e anti-colisão. Como as condições de tempo eram muito favoráveis o vôo chegou ao destino ‘normalmente’. A falência quase imediata de sistemas de vital importância para a segurança de vôo, baseadas no suprimento de energia elétrica ocorreu por sua dependência de um só barramento elétrico.

Fonte: JetSite

Foto: Arpingstone

domingo, 23 de agosto de 2009

Desrespeito à lei aeronáutica

Aviação é coisa séria!

Os dois acidentes mais recentes com aeronaves de instrução ocorreram neste mês em São Paulo e, embora não tenham deixado vítimas, causaram preocupação no setor aéreo pelo grau de desrespeito às leis de segurança de voo. Ambos estão sob investigação de militares do 4º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-4), subordinado ao Cenipa.
Conforme o resultado da sindicância, as escolas envolvidas ficam sujeitas a uma série de penalidades, podendo até perder os registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O primeiro caso aconteceu em 10 de julho, na pista do Aeroporto de Jundiaí, interior paulista. A aluna Danielle Chiazza da Silva, de 26 anos, se preparava para pousar quando avistou outra aeronave na pista. Ela teria ficado em dúvida entre prosseguir na aterrissagem ou arremeter (abortar o pouso). A indecisão, ao que tudo indica, fez Danielle usar comandos errados, levando o avião a bater de bico no chão. O monomotor Cessna 152, prefixo PR-EJK, teve sérias avarias nas duas hélices, em peças internas do motor e no trem de pouso frontal.

Apesar da aparente “normalidade” do acidente, apurações preliminares revelaram falhas graves por parte da EJ – Escola de Aeronáutica Civil, tida como a maior da América Latina. A aluna, que pilotava sozinha o Cessna 152, não tinha habilitação de piloto privado, pré-requisito para ingressar no curso de piloto comercial. O Estado apurou que Danielle faz a prova para obter a carteira de piloto privado, mas o resultado não havia sido anunciado quando ela começou as aulas para piloto comercial – o que é ilegal. As únicas licenças expedidas em nome de Danielle, conforme o site da Anac, são para exercer atividade de comissário de bordo.

O segundo acidente do mês com aviões de instrução em São Paulo ocorreu no dia 14, no Aeroporto de Atibaia (a 52 km da capital). Um monomotor Corisco, prefixo PT-NKH, aterrissou de barriga depois que o piloto Thomas Kraft, diretor social do Aeroclube de São Paulo, teria esquecido de baixar os trens de pouso. As informações sobre a identidade do instrutor responsável por acompanhar o voo são controversas. O Seripa-4 informou que o era Farid Sami Younes, examinador credenciado pela Anac e presidente do Aeroclube de São Paulo. Younes, por sua vez, afirma que o instrutor naquele dia era Antonio Carlos Marini, diretor técnico do aeroclube.

O problema nesse caso é que, após o pouso frustrado, o instrutor telefonou para o aeroclube, solicitando a presença de um mecânico. As peças danificadas foram substituídas e, horas depois, o avião já voava de volta para a capital. Mas pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/86) a aeronave não poderia sequer ter sido consertada dessa forma. O artigo 89 da lei estabelece que “exceto para efeito de salvar vidas, nenhuma aeronave acidentada, seus restos ou coisas que por ela eram transportadas podem ser vasculhados ou removidos, a não ser em presença ou com autorização da autoridade aeronáutica”. Além de não ter sido comunicado no mesmo dia, o Seripa-4 diz só ter tomado conhecimento da ocorrência por meio de denúncia anônima.

PREJUÍZO
O presidente do Aeroclube de São Paulo negou qualquer irregularidade no episódio. “Como não houve vítimas, comunicamos ao Seripa no dia seguinte”, afirmou Younes. “Não houve nada de errado, está tudo documentado. E me parece que estão querendo prejudicar a imagem do aeroclube.” Segundo ele, o avião acidentado passou por criteriosa inspeção antes de regressar para São Paulo.

Procurada na semana passada, a EJ não respondeu ao pedido de entrevista. Na ocasião, o gerente da unidade de Jundiaí tomou ciência do teor da reportagem e informou que só diretores estão autorizados a falar sobre o assunto.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que já tinha conhecimento do acidente com a aeronave prefixo PR-EJK – O monomotor pilotado pela aluna Danielle Chiazza da Silva – e “está tomando providências” em relação ao caso. A agência diz ter aberto processo administrativo, “o qual pode levar, em última instância, à revogação da autorização da escola EJ”.
A agência nacional ainda disse desconhecer o acidente com a aeronave de prefixo PT-NKH, mas se comprometeu a apurar a denúncia apresentada. Afirmou que, se comprovada, serão tomadas ações em relação aos operadores (piloto e examinador) e ao aeroclube.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Caça da FAB intercepta, faz tiro de aviso e obriga o pouso de avião com cocaína

Aeronaves A-29 e o avião-radar E-99, da Força Aérea Brasileira, atuaram na operação que terminou com o pouso de um avião monomotor (matrícula CP-1424) em uma pista de terra próxima a Izidrolândia, distrito de Alta Floresta D´Oeste, no interior de Rondônia. Após o pouso, a Polícia Militar, em coordenação com a Polícia Federal, apreendeu 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. A operação ocorreu por volta das 17h da última quarta-feira, dia 3.

A aeronave suspeita, de matrícula boliviana, proveniente daquele País, voava a uma altitude de 1500 pés (500 metros) e foi identificada como tráfego irregular pela aeronave-radar. Logo depois, os caças A-29 já realizavam as medidas de averiguação e o reconhecimento do avião suspeito.

Após ser interceptado pela aeronave da FAB, o piloto não prestou informações sobre identificação ou trajetória que pretendia seguir. Além disso, fez manobra em direção à fronteira com a Bolívia. Em seguida, foi dada a ordem ao piloto da aeronave suspeita que pousasse na pista da cidade de Cacoal. A aeronave desobedeceu novamente e baixou a altitude de voo para 300 pés (100 metros).

Com isso, o A-29 realizou o tiro de aviso. Foi a partir dessa medida que o piloto da aeronave suspeita passou a ser “colaborativo”, informaram os militares, ao afirmar que iria obedecer às ordens. Entretanto, o avião suspeito, sem autorização, precipitou o pouso e aterrissou em uma estrada de terra no distrito de Izidrolândia.

As aeronaves da FAB sobrevoaram a área, conforme norma de policiamento do espaço aéreo, para que o suspeito não voltasse a decolar. Com as informações da FAB, viaturas da Polícia Militar, em coordenação com a PF, chegaram ao local e puderam apreender 176 quilos de pasta base de cocaína no interior da aeronave. Um helicóptero H-60 L da FAB transportou na noite de quinta-feira a equipe da PF com a droga apreendida da cidade de Pimenta Bueno (RO) para a capital Porto Velho.

Na madrugada desta sexta-feira, dia 5, uma operação da Polícia Federal e da Polícia Civil local conseguiu capturar os dois pilotos bolivianos. Segundo a PF, eles prestarariam depoimento no posto policial em Pimenta Bueno e seriam presos na própria cidade para aguardar julgamento.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Balão cai em base aérea no Galeão


Um balão de aproximadamente 5 metros de altura, acaba de cair sobre a Base Aérea do Galeão, na Estrada do Galeão, na Ilha do Governador. Parte da cangalha se despreendeu e caiu sobre um dos hangares. A Brigada de Incêndio da Aeronáutica entrou em ação, imediatamente, debelou as chames e recolheu o balão.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Na Ásia, aeroportos usam escaneamento termal


Quem desembarca no aeroporto de Taipé, a capital de Taiwan, nem desconfia que é submetido a um “escaneamento termal” quando passa pelo corredor em direção ao saguão de bagagens. Inspetores a alguns metros dali acompanham no computador a temperatura do passageiro.

Se estiver acima do normal, indicando febre, ele nem chegará perto da porta de saída. Será rapidamente bloqueado, interrogado e mandado direto para o hospital. Se resistir, será despachado de volta no próximo voo.

A operação é acompanhada por câmeras a quilômetros dali, no Centro de Controle de Doenças (CCD), no centro da capital, onde as providências serão tomadas rapidamente para isolar a pessoa com contágio de algum vírus. Descoberto algo, o boletim de alarme é divulgado imediatamente.

O novo vírus da gripe acaba de chegar à Ásia-Pacífico, com dois casos descobertos na Nova Zelândia. Mas Taiwan e boa parte da região estão melhor preparados, depois de terem tirado lições da epidemia de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) - uma doença respiratória grave que afligiu o mundo em 2003, matou 775 pessoas e custou à região Ásia-Pacífico cerca de US$ 40 bilhões - e também da gripe aviária.

Em quatro meses, Taiwan controlou a epidemia de Sars que tinha se propagado a partir da vizinha China. Mais de 20 mil pessoas foram submetidas a quarentena. Todo mundo foi aconselhado a usar máscaras e lavar as mãos com frequência, e o controle de passageiros no aeroporto foi severo.

Sem nenhum caso de gripe suína, Taiwan acionou esta semana seu plano de controle máximo. O temor é sempre a China, que pelo tamanho tem mais dificuldades em monitorar epidemias e tampouco pratica a transparência desejada pelos parceiros.

Na segunda-feira, 27/04/2009, Cingapura anunciou que seu recém-instalado escaneamento termal identificou um americano desembarcando com febre. A Tailândia também instalou o scanner. Hong Kong e Coreia nunca desligaram os seus desde a crise de Sars. A Anvisa disse que em nenhum aeroporto brasileiro há scanners termais e que não há previsão de compra desses aparelhos.