domingo, 20 de setembro de 2009

Motor rotativo Wankel poderá subistituir motores a pistão em pequenos aviões

Engenheiros aeronáuticos europeus acabam de colocar um motor rotativo Wankel para certificação para uso em pequenos aviões. Os motores Wankel têm apenas duas partes móveis, mas até hoje não despertaram interesse mais generalizado devido ao seu alto consumo de combustível. O problema agora foi resolvido.

Motores a pistão

Os motores a pistão de quatro cilindros, hoje utilizados na maioria dos aviões de pequeno porte, são baseados em uma tecnologia desenvolvida há mais de 60 anos.

Embora funcionem muito bem e tenham uma confiabilidade a toda prova, eles têm duas desvantagens significativas: têm cerca de 80 partes móveis – o que é sempre um fator de risco – e só funcionam com uma gasolina especial de alta octanagem.

Motor rotativo WankelMotor Wankel

O novo motor Wankel, agora desenvolvido por pesquisadores da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, tem apenas duas partes móveis e funciona com querosene, o combustível padrão da aviação comercial, utilizado por todos os aviões a jato.

O uso de motores rotativos Wankel na aviação não é exatamente uma novidade. O fabricante de automóveis Mazda, do Japão, fabrica automóveis com esse tipo de motor. Aficcionados por aviação, principalmente nos Estados Unidos, já fizeram inúmeras adaptações desse motor automotivo, principalmente para uso em pequenos aviões construídos de forma amadora, na garagem de suas casas.

Motor a querosene

O projeto do motor Wankel data dos anos 1930, mas nunca representou um concorrente sério para os motores a pistão devido ao seu alto consumo de combustível. Mais recentemente, com o advento da moderna tecnologia eletrônica automotiva, passou a ser possível controlar de forma mais precisa a injeção de combustível, a ignição e a combustão no interior do motor. O resultado é que agora já se dispõe de um motor Wankel com o mesmo consumo de combustível de um motor a pistão. E funcionando com querosene de aviação.

Segurança e confiabilidade são fatores-chave na aviação. O motor Wankel tem apenas um rotor, que substitui o virabrequim, pistões, anéis, válvulas e todo o aparato móvel de um motor a pistão. Ao invés de 80 partes móveis, o motor rotativo pode ter apenas duas ou três, o que o torna extremamente seguro e confiável.

A fabricação do novo motor ficou a cargo da empresa Mistral Engines, da Suíça. Além de equipar pequenos aviões, a empresa afirma que o novo motor Wankel poderá ser utilizado em inúmeras outras aplicações, como barcos e geradores de energia.Maiores informações poderão ser obitidas nos sites da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e da Mistral Engines e para curiosos sobre o Motor Rotativo, este site possui bastante informações.

Redes de sensores vão monitorar integridade estrutural de aviões


O conceito de redes de sensores já atraiu a atenção dos mais diversos segmentos, tanto nas universidades e centros de pesquisas quanto na indústria, devido principalmente à sua capacidade de monitoramento contínuo e em tempo real. As possibilidades de uso desses sensores interconectados vão desde o monitoramento do meio-ambiente até o acompanhamento da resistência estrutural de pontes, viadutos e equipamentos industriais.

Monitoramento da integridade estrutural

Agora, pesquisadores do Laboratório Sandia, Estados Unidos, desenvolveram uma nova rede de sensores que será utilizada para monitorar a integridade estrutural de aviões, antes que micro-falhas de material possam colocar em risco a aeronave e seus passageiros. O sistema já foi homologado pela empresa Boeing, que deverá passar a utilizá-lo em seus futuros aviões.

“Com sensores checando continuamente os primeiros sinais de desgaste, você pode restringir seus esforços de manutenção para quando necessitar de intervenção humana,” diz o engenheiro Dennis Roach, ressaltando o impacto que as redes de sensores poderão ter também sobre os custos de manutenção das aeronaves.

Outro benefício dos sensores integrados à estrutura de aviões e outros veículos é a possibilidade do registro detalhado de falhas inevitáveis, como acontece durante os acidentes. Se essas redes de sensores já fossem utilizadas, por exemplo, no acidente com o avião da Gol, que chocou-se com um jatinho executivo há alguns meses, seria possível descrever com detalhes toda a seqüência de danos estruturais sofridos pelo avião. Esse tipo de informação é essencial para o desenvolvimento de novos ítens de segurança.

Sensores piezoelétricos flexíveis

A rede de sensores que deverá monitorar os aviões será constituída por sensores individuais capazes de se comunicar entre si e com uma central de controle. Os sensores são formados por finas estruturas de material piezoelétrico gravadas sobre uma folha flexível de circuito impresso.

Esses sensores são instalados nos pontos de contato entre diferentes partes do avião, sobre camadas de solda e em qualquer outro ponto passível de falha estrutural. Qualquer alteração mecânica sofrida pelo sensor transforma-se em uma corrente elétrica, que é lida pela central de controle.

O servidor central da rede sensores tanto pode emitir sinais de alerta em tempo real, no caso de falhas graves, quanto armazenar informações sobre pequenas alterações. Durante as manutenções, os computadores dos técnicos são conectados à rede e podem verificar graficamente todas as anomalias.

Sensores de pressão

Da mesma forma que os nervos distribuídos ao longo de todo o corpo humano, redes distribuídas de sensores oferecem um nível de monitoramento e sensitividade que nenhum outro sistema atual possibilita. É por isso que a indústria já criou o conceito de SHM (”Structural Health Monitoring”: monitoramento da saúde estrutural). De posse dos dados desses sensores, as manutenções podem ser melhor dirigidas e feitas mais rapidamente.

Para locais menos críticos, que podem ceder sem representar um risco à segurança, poderá ser utilizado um outro tipo de sensor, baseado no monitoramento de pressão. Também flexível, ao invés de conter material piezoelétrico, o sensor é formado por uma série de minúsculos canais interconectados, que são preenchidos com ar-comprimido. Qualquer trinca que se propague sob ele quebra as galerias, alterando a pressão em seu interior.

sábado, 19 de setembro de 2009

Webjet faz parceria com o Vigilantes do Peso


A Webjet Linhas Aéreas fechou parceria com o grupo Vigilantes do Peso e é um dos apoiadores do tradicional Concurso Recreativo Associado do Ano. O concurso elege, anualmente, as melhores histórias de emagrecimento dos associados da organização.

Nesta edição, o destaque da premiação ganhará um pacote de quatro noites, com tudo pago, para o Iberostar Praia do Forte, voando de Webjet, a partir de qualquer uma das dez cidades onde a companhia atua.

O concurso

O Concurso Recreativo Associado do Ano elege, anualmente, as melhores histórias de emagrecimento do Vigilantes do Peso. Além do ganhador principal, outras categorias também recebem prêmios. Para a edição deste ano, os associados podem se inscrever até o dia 24 de outubro. Os formulários estão disponíveis no site www.vigilantesdopeso.com.br ou com as orientadoras, nas reuniões do Vigilantes do Peso, que está presente em 12 estados e tem 34 anos de história no Brasil.

Perfil

A Webjet conecta 10 cidades em todo o Brasil, utilizando 16 Boeings 737-300, com capacidade para 136 passageiros, cada. Além do alto padrão de qualidade no atendimento, a companhia oferece serviço de bordo diferenciado e o maior espaço entre as poltronas do mercado.

Fonte: Portal Fator Brasil

Airbus vê demanda por aviões crescer com fim da crise


A Airbus melhorou suas previsões para a demanda de aviões com o fim da crise que envolveu a indústria. A companhia acrescentou que o tráfego de passageiros em 2010 vai crescer 4,6 por cento.
A Airbus vê demanda global para 25 mil novas aeronaves no período de 20 anos entre 2009 e 2029, ante 24.262 unidades que previa para entre 2007 e 2027.

A empresa acrescentou que, apesar da esperada queda no tráfego de passageiros Neste ano (expressa em RPKs), estima um crescimento de 4,6 por cento em 2010 e continuação em níveis similares.

"Transporte aéreo é uma indústria em expansão e um ingrediente essencial da economia mundial", afirmou o vice-presidente de operações da Airbus para clientes, John Leahy, em comunicado. Segundo ele, a substituição de aeronaves antigas e a expansão de companhias aéreas de baixo custo vão impulsionar o crescimento futuro das encomendas.

A Airbus espera que os pedidos de novos aviões alcance os 3,1 trilhões de dólares.

A rival Boeing informou em previsão equivalente em junho que espera que a indústria registre encomendas de 29 mil aviões nos próximos 20 anos, num valor de 3,2 trilhões de dólares.

Fonte: John Bowker (Reuters) via Abril.com

Oman Air recebe o seu primeiro Airbus A330


A companhia Oman Air recebeu o seu primeiro Airbus A330-200, o que permite a transportadora iniciar voos de longo curso pela primeira vez.
O avião destina-se às rotas des Moscat (Oman), para Londres, Paris e Frankfurt, bem como destinos na Ásia.

A companhia do Golfo Pérsico fez um pedido de sete encomendas deste aparelho, dos quais cinco diretamente à Airbus, recebendo os seis restantes aviões nos próximos anos, disse uma fonte da empresa.

Fonte: Opção Turismo (Portugal) - Imagem: bangaloreaviation.com

Ubatuba (SP): Cidade poderá receber base de operações da aviação do Exército


Negociações avançam em Ubatuba para que a cidade receba um ponto de operações do Exército
No último dia 3, o prefeito Eduardo Cesar recebeu o comandante do CavEx - Comando de Aviação do Exército, General-de-Brigada do Exército, Roberto Sebastião Peternelli Junior, onde foram discutidos assuntos pertinentes a possível instalação de uma base operacional do Exército no aeroporto de Ubatuba.
O Aeroporto de Ubatuba

César considera que sendo uma cidade turística, seria um considerável avanço para Ubatuba o fato de que a mesma venha a ser ser beneficiada com esse ponto de operações de aeronaves do Exército, onde haverá possibilidade da chegada de helicópteros durante a noite.

De acordo com o General Peternelli Junior, a base deverá ter um heliponto, onde será possível, mesmo à noite, pouso e decolagens de aeronaves, incluindo-se aí a questão turística ou casos de emergências como a necessidade de locomoção a uma UTI.

Entre as autoridades presentes às negociações estavam: o superintendente do Daesp, Sérgio Augusto de Arruda Camargo; o engenheiro do Daesp, Jamil Abukater; diretor da Administração Regional de Itanhaém, José Antonio da Fonseca; diretor da Divisão de Aeroportos do Interior, José Mauro de Figueiredo Garcia e a administradora do aeroporto de Ubatuba, Cleonice B. da Silva Andrade.

Fonte: Ocimar Barbosa (Agora Vale) - Foto: Emilio Campi

JAL vai interromper voos para o Brasil


A Japan Airlines vai cortar linhas e demitir 6.800 de seus 47 mil funcionários. A notícia foi anunciada hoje no Japão e dá conta do cancelamento de voos para sete cidades da malha doméstica, entre as quais Shizuoka e Fukuoka. Na malha internacional, voos de Tokyo Narita para Roma, Cidade do México e São Paulo serão completamente eliminados.

Fonte : www.jetsite.com.br

Vendas da Airbus caem 85% na América Latina


Os reflexos da crise na aviação comercial deverão fazer com que a fabricante europeia de aviões Airbus registre uma queda de quase 85% em suas vendas na América Latina este ano, segundo o vice-presidente da empresa, Rafael Alonso.

Ele estima que, até o final de 2009, a Airbus deverá vender 12 aeronaves na América Latina, muito menos que as 78 unidades de 2008. Mesmo assim, Alonso destaca que os mercados latino-americano e brasileiro foram dos que menos sentiram a crise e deverão sustentar boa parte das vendas de aviões em todo o mundo no futuro.

No Brasil, além de fornecer aviões para a TAM desde meados de 1984, a Airbus fechou no ano passado um contrato com o grupo Synergy, controlador da OceanAir. A empresa tem interesse em negociar com as demais companhias aéreas brasileiras. Segundo Alonso, a equipe de vendas está em contato com empresas como Gol/Varig, Azul e WebJet, mas não há negociação firme fechada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

FAB: 27% dos acidentes aéreos ocorre em treinamento


O número de acidentes envolvendo aeronaves usadas na instrução de pilotos em todo o País saltou de 2 para 16 (700%) na última década. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado ao comando da Aeronáutica, também verificou que o segmento aumentou a participação no total de acidentes aéreos – de 4%, em 1999, para 13%, no ano passado – porcentual mais elevado no período (1999 a 2008). E as estatísticas deste ano revelam um quadro ainda pior. Até junho, o Cenipa havia contabilizado 13 acidentes com aeronaves de instrução. Ou seja, em seis meses, o setor já acumula 81,2% do total de acidentes registrado no ano passado inteiro. Já o porcentual em relação ao total de acidentes na aviação civil brasileira disparou para 24% – isso sem contar os dois últimos acidentes, ocorridos neste mês no interior de São Paulo, o que elevaria o porcentual para 27,7%.
Para um investigador civil ouvido pelo Estado, sob a condição de anonimato, os números são resultado de anos de “falta de fiscalização e despreparo de instrutores e escolas de aviação”. Por lei, a fiscalização do setor é de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “É nítido que a agência relegou a aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos) a um segundo plano”, disse. “O problema é que, no futuro, isso pode ser a pedra no sapato deles, pois estamos falando de falhas graves na base da pirâmide.”
As estatísticas oficiais mostram que ocorrências com aviões de instrução estão concentradas na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do Estado, onde têm sede as maiores escolas de aviação do País. Dos 13 casos já somados pelos militares neste ano, 6 ocorreram em São Paulo, 2 no Paraná, e 1 no Rio, em Minas, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As causas mais comuns para os acidentes foram perda de controle em voo (3) e no solo (3), seguidas por falha do motor em voo (2).
Programa de prevenção
O Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para 2009, lançado no fim do ano passado pelo Cenipa, já alertava para a incidência dos casos de perda de controle em voo. “Evidenciam a inabilidade do aluno em realizar as manobras propostas, aliada à deficiência do instrutor em assumir os comandos a tempo de evitar o acidente”. O diagnóstico chamava a atenção ainda para “a falta de supervisão nas atividades de instrução”. Os acidentes com aviões de instrução não costumam deixar mortos. Desde 2008, a Aeronáutica não registra casos fatais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Colaborou: Luis de Deus M. Jr.

A imprensa não acerta quando o tema é aviação!!!!

Colei abaixo o texto que apareceu ontem no UOL sobre o incidente com o Fokker 100 da Contact Air na Alemanha. Não vou entrar em detalhes pois foi um procedimento de emergência: O trem não baixou e a tripulação fez um pouso de barriga.
O que quero comentar é sobre a maneira que a imprensa trata os temas ligados a aviação. Um exemplo: os aviões comerciais são dotados de sistemas redundantes (no caso de aviões ETOPS, tripla redundância), e as vezes, com a falha de um sistema o comandante resolve fazer um pouso fora de escala só para restaurar a redundância e evitar a degradação de mais sistemas. Quando acontece isso, é comum ver na imprensa no dia seguinte: “Avião da XYZ faz pouso de emergência em Manaus, ninguém se feriu”.
E aí, quando acontece realmente um pouso de emergência como o de hoje, a manchete é “pouso não programado” ????? Neste pouso não programado os passageiros ficaram em choque e uma das comissárias feridas.

Dá pra entender???

Tem que ser criado um manual de redação e estilo para aviação.

domingo, 13 de setembro de 2009

TAM recebe certificação da Federal Aviation Administration, dos Estados Unidos


O Centro Tecnológico da TAM foi certificado pela autoridade aeronáutica norte-americana, a Federal Aviation Administration, para realizar a manutenção de aeronaves matriculadas nos Estados Unidos. Com esse selo de qualidade emitido pelo órgão homologador, a empresa ampliou o leque de serviços de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul) oferecidos e passou a ser a única companhia aérea brasileira certificada pela FAA, pela EASA (European Aviation Safety Agency) e pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

A certificação FAR 145 obtida autoriza que o MRO realize todas as grandes atividades de manutenção programada (checks C e D), além da revisão de diversos componentes aeronáuticos. O processo de obtenção do certificado levou 14 meses e foi precedido de extensas auditorias, nas quais todos os processos técnicos e de qualidade do Centro Tecnológico foram minuciosamente verificados pelo órgão homologador norte-americano.

O Centro Tecnológico está homologado também pela ANAC e pela EASA para realizar todas as grandes manutenções programadas em aeronaves Airbus A318/319/A320/A321 e A330, tanto da frota da companhia como a de terceiros, além de aviões Fokker-100. Além disso, a TAM foi certificada para manutenção de componentes dos aviões Boeing que estão sendo incorporados à frota e está em processo final de homologação para aeronaves Boeing 767.

Mais uma ótima notícia para o mercado da aviação civil brasileira.

Fonte: www.mercadoeeventos.com.br

Aproximação em marcha lenta (Idle)


A SAS (Scandinvian Airlines Noruega) desenvolveu um novo método de pouso que poderá resultar num corte radical de emissão de poluentes e consequentemente economia de combustível. A técnica envolve o pouso “planando” através de uma rota mapeada por satélite e poderá economizar até 100kg de combustível em um bimotor durante a descida.
Isto equivale a aproximadamente 300kg de dixido de carbono a menos na atmosfera quando o combustível é queimado, disse a companhia.
“Nós ganhamos dos dois lados,” disse Thomas Midteide, porta-voz da SAS Noruega, uma das empresas administradas pelo grupo SAS. “De uma lado nós economizamos combustível e do outro reduzimos emissões de CO2.”

A novo método de pouso consiste nos motores sendo deixados em Idle (marcha lenta) durante todo o percurso de aproximação, deixando a aeronave planando e seguindo uma rota mapeada por satélite para cada tipo de avião. Somente na curta final os pilotos “pegariam” os controles novamente. No método tradicional os pilotos (ou FMC) manualmente controla o avião durante a descida em estágios (steps) por uma grande distância, o que acaba causando um grande consumo de combustível. A nova técnica foi testada somente em simuladores por enquanto, mas será testada em um Boeing 737 na Noruega.
Se a idéia for aprovada pelas autoridades de aviação civil, poderá ser introduzida em todas as empresas do grupo SAS. O grupo acreditaque o método será melhor aproveitado em aeroportos silenciosos cercados por montanhas e vales.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas diz que o transporte aéreo é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 produzidas pela humanidade e 13% de todo o CO2 produzido por empresas de transporte.

sábado, 12 de setembro de 2009

França diz que aeronave do Brasil não vai substituir A400M


As negociações da França com o Brasil sobre a compra de 10 a 15 aeronaves de transporte, que custarão de 50 milhões a 60 milhões de euros cada, não afetarão o projeto europeu de produção do cargueiro A400M, informou o ministro da Defesa francês.

A produção do cargueiro militar A400M, a ser construído pela Airbus, tem sido adiado, mas o ministro da Defesa da França, Herve Morin, disse que as negociações com o Brasil sobre a compra da aeronave de transporte KC-390 são um assunto separado. O cargueiro KC-390 será fabricado pela Embraer.

“Vamos comprar entre 10 e 15 unidades”, afirmou o ministro à rádio RTL. “O custo vai depender do desenvolvimento do programa, mas será muito mais barato, não é do mesmo nível que o A400M. É um avião de cerca de 50 milhões a 60 milhões de euros.”

Membros europeus da Organização do Tratatado do Atlântico Norte (Otan) afirmaram este ano que concordaram em renegociar seus contratos com a Airbus, controlada pela EADS, depois que problemas técnicos e aumento de custos atingiram o desenvolvimento do A400M.

Morin também expressou confiança sobre as negociações com o Brasil sobre a compra brasileira de 36 jatos de combate Rafale, produzidos pela francesa Dassault Aviation.

O Brasil informou esta semana que ainda tem que concluir o processo de seleção do contrato.

“O processo de venda começou bem. Será vendido no dia em que o acordo for assinado”, disse Morin.

Fonte: Invertia

EUA concordam com transferência de tecnologia ao Brasil e Lula ironiza disputa


A embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou que o governo americano aprova a transferência de tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, assim como a montagem dos aviões no país, caso o governo brasileiro opte pelos caças americanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, ironizou a disputa entre os países que participam da concorrência para a renovação da frota de caças brasileiros.

- Daqui a pouco vou receber (os caças) de graça – disse Lula rapidamente, enquanto aguardava o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, no Palácio do Itamaraty, segundo a Rádio CBN e o site G1.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a embaixada americana diz entender que o governo brasileiro ainda não tomou uma decisão final sobre a concorrência dos caças FX-2, mesmo após a sinalização do presidente Lula de que fecharia negócio com a França, e afirma que a proposta americana é forte.

Ainda segundo o comunicado da embaixada, o Congresso americano concluiu a análise da proposta de venda no último dia 5, sem nenhuma objeção. Prossegue a nota dizendo que “isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva.”

Além do F/A18 Super Hornet, da americana Boeing, disputam a licitação o Gripen, da sueca Saab, e o Rafale, da empresa francesa Dassault, com quem o governo brasileiro já abriu negociações. O negócio pode chegar a US$ 4 bilhões.

A transferência de tecnologia era o principal argumento do governo brasileiro para negociar com os franceses a compra de 36 caças Rafale. Na segunda-feira, Lula, ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a abertura da negociação, antes mesmo de receber o relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre as propostas dos três concorrentes que disputam o negócio milionário.

Em nota divulgada na terça-feira à noite, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ratificou o interesse pela oferta da Dassault, mas afirmou que o governo não fechou questão sobre o assunto. Segundo ele, o presidente da França prometeu oferecer “preços competitivos e razoáveis”. A oferta foi feita, segundo a nota, dia 6. Lula e Sarkozy jantaram nesse dia.

Jobim participará de reunião extraordinária da Comissão de Relações Exteriores do Senado na próxima quarta-feira, às 10h, para tratar exclusivamente da negociação sobre a compra de 36 caças franceses.

O acerto da reunião foi feito na manhã desta quarta-feira pelo presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o próprio ministro.

Segundo Azeredo, Jobim reafirmou que o processo de compra está aberto a todas as empresas credenciadas.

Fonte: O Globo

Airbus entrega 1º A318 de pouso “íngreme”


Sistema permite aproximação com ângulo de 5,5º, quase o dobro do normal. Aeronave será usada pela British Airways na rota entre os aeroportos John F. Kennedy e London City

A Airbus entregou nesta semana o primeiro de dois A318 equipados com o sistema “steep approach” para a British Airways. O recurso permite que o jato se aproxime de aeroportos com um ângulo de descida de 5,5º contra 3º do usual.

O pouso íngreme é um aliado para operações em aeroportos montanhosos e no centro de grande cidades. A British, por exemplo, usará seus dois aviçoes no serviço especial que interliga o aeroporto London City, no centro da capital britânica, a Nova York – nesse caso, pousando no aeroporto John F. Kennedy.

Equipado com o layout “Club World, o A318 da BA transporta apenas 32 passageiros em cabines que se transformam em camas e que possuem o sistema OnAir, que oferecem conexão de internet e telefonia em pleno voo.

Fica a curiosidade a respeito da sensação de estar a bordo de um avião cuja aproximação é tão acentuada. Será que os passageiros mais sensíveis ficarão à vontade?

Fonte: UOL

Foto: Airbus

FADECs devem ser trocados nos E170


A Administração Federal da Aviação ( FAA ) dos Estados Unidos propõe a retirada de 12 versões do sistema ´FADEC´ (Full Authority Digital Engine Control) de controle dos motores General Electric CF34-8E instalados nos jatos regionais Embraer 170. Uma providência anterior envolvendo modificações no software dos FADEC, em julho de 2008 após seis incidentes de perda de potência não teve efeito prático. Desde então, o FAA registrou outros 20 incidentes envolvendo queda no empuxo dos motores GE atribuídos aos FADEC. O problema, foi atribuído à formação de micro-centelhas elétricas nos pinos de um conector eletrônico do sistema FADEC – Full Authority Digital Engine Control – ( que poderia ser comparado ao controle digital do motor, totalmente Autônomo ).

Fonte: JetSite

Foto: Embraer

Pane em A319 traz novas recomendações


Um incidente ocorrido em setembro de 2006, durante o vôo de um Airbus A319 da EasyJet na rota Alicante ( Espanha ) – Bristol ( Inglaterra ) incluiu no relatório final da investigação nada menos de 14 recomendações, envolvendo mudanças no equipamento, procedimentos de engenharia e segurança operacional. De um momento para outro, a aeronave teve perda total da energia elétrica de bordo o que desativou todos os instrumentos de vôo no lado do comandante, provocou a perda do sistema de piloto-automático e auto-acelerador e ainda sem meios de comunicação no restante do vôo. A perda dos sinais do transponder durante cerca de 10 minutos sobre território francês impediu que o centro de controle de Brest monitorasse o vôo do A319, afetou o funcionamento do sistema de alarme e anti-colisão. Como as condições de tempo eram muito favoráveis o vôo chegou ao destino ‘normalmente’. A falência quase imediata de sistemas de vital importância para a segurança de vôo, baseadas no suprimento de energia elétrica ocorreu por sua dependência de um só barramento elétrico.

Fonte: JetSite

Foto: Arpingstone

Avião solar terá autonomia de voo de cinco anos


Uma empresa norte-americana está desenvolvendo uma aeronave movida a energia solar que poderá se manter no ar por cinco anos continuamente.

A asa em forma de Z, com 150 metros de envergadura, será reajustável durante o voo, para que possa absorver o máximo possível de energia do sol.

O avião solar, batizado de Odysseus (Ulisses, herói da Guerra de Troia), deverá acumular a energia do sol durante o dia e usá-la para continuar seu voo durante a noite. Na ocasião, a asa tomará uma forma plana, diminuindo sua resistência ao ar e, portanto, consumindo menos energia.

Monitoramento ambiental

O avião solar não tripulado está sendo projetado para voar a altitudes de 18 mil a 27 mil metros, e deverá ser utilizada para missões de reconhecimento, comunicações e monitoramento ambiental no âmbito de pesquisas sobre mudanças climáticas.

A empresa Aurora Flight Sciences está desenvolvendo a aeronave dentro do programa “Vulture”, que tem apoio da BAE Systems, C.S. Draper Laboratories e Sierra Nevada Corporation.

As empresas divulgaram apenas o desenho da aeronave solar, sem maiores detalhes técnicos. O protótipo deverá ficar pronto em cinco anos.

Fonte: Inovação Tecnológica

Foto: Aurora Flight

Infraero discute dinamizar aeroporto de Campos (RJ)


O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, recebeu na última terça (dia 1º), na sede da empresa em Brasília, a prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Garotinho. O tema da audiência foi o Aeroporto de Bartolomeu Lysandro. Rosinha disse que propôs ao Ministério da Defesa municipalizar o aeroporto e ampliar o funcionamento com o desenvolvimento da carga aérea.

A iniciativa, segundo a prefeita, visa preparar o município para o crescimento regional com a construção do Complexo Portuário Farol-Barra do Furado e Porto do Açu, dentro de dois anos. Segundo ela, o terminal já é alfandegado desde 2000, mas nunca operou aviões cargueiros.

Murilo Barboza sugeriu que a Prefeitura analise a legislação alfandegária e entre em contato com a Receita Federal. Paralelamente, uma reunião de trabalho será agendada no Rio de Janeiro a fim de que a Infraero e Prefeitura dêem seguimento às ações necessárias junto ao governo federal.

Fonte: Panrotas

Foto: Eliabe de Souza

comentário Primeiro jato supersônico particular é vendido


Este é Aerion Supersonic Business Jet, o primeiro jato privado que voará a Mach 1.6. A primeira nidade acabou de ser comprada pelo Sheikh Rashid, um manda chuva de Dubai. Este “pássaro” será capaz de voar de Paris a New York em pouco mais de 4 horas, então mesmo com um preço de US$80,000,000 não haverá problemas de demanda por ele.
As especificações:

Graças ao seu design, o Aerion Supersonic Business Jet atingirá uma velocidade de cruzeiro de Mach 1.15 sobre a terra sem produzir qualquer “boom” sônico. Ele também poderá manter uma velocidade de 0.98 Mach com um custo por milha equivalente a um jato executivo comum, cumprindo com os regulamentos americanos. Sobre os oceanos no entanto, ele estará livre para acelerar e sustentar velocidades de até 1.5 Mach facilmente. Pra ter uma idéia, nessa velocidade o Aerion pode cruzar o Atlântico em apenas duas horas (ele tem uma autonomia de 4.600 milhas com 45.400 libras de combustível) graças aos seus dois motores Pratt & Whitney JT8D-219 (que por acaso é o mesmo motor usado nos antigos 737-200).

Ao contrário do Concorde, que só podia voar para alguns aeroportos através do mundo devido aos requerimentos operacionais, este jato supersônico foi projetado para cumprir os requerimentos ambientais, sonoros e regulamentos aeroportuários de qualquer lugar. Por exemplo, o Aerion pode pousar em pistas de apenas 3,460 pés.

Em relação ao Design, o Aerion parece melhor do que o mais rápido turbo-hélice executivo. Pelo menos, ele parece lindo (tirando a cor), mas também, por oitenta milhões de dólares com certeza eles vão entregar até pintado de preto com adesivos de alien.

O Aerion Supersonic Business Jet será entregue em 2014.