terça-feira, 29 de setembro de 2009

Serpente encontrada em aeronave da Air India


Foi encontrado uma serpente enrolada em um banco da aeronave, pela tripulação de um jato de passageiros da Air Índia. A cobra foi descoberta durante a verificação de rotina na aeronave A319 da Air India, que tinha aterrissado no aeroporto de Lisboa, após um vôo doméstico de Srinagar. “Não conseguimos pegá-la, uma vez que a cobra deslizava em torno dos objetos” disse um funcionário da companhia.

A cobra escapou após entrar em um respiradouro de ar e não pode ser encontrado até mesmo quando o pessoal desaparafusou os painéis internos da fuselagem, abriram-se todas as portas e acessos do avião. “Havia a preocupação e medo de que a cobra fosse mais longe no interior da aeronave”, disse um funcionário do aeroporto, citado pelo jornal Hindustan Times.

Um funcionário da companhia aérea negou relatos de que a serpente era uma cobra venenosa. “A aeronave estava estacionado no aeroporto de Delhi para fins de manutenção. Havia uma cobra, mas não pudemos encontrá-la”, disse à AFP. “Nós não temos detalhes de qual espécie de serpente que era, ou onde ele está agora. Assumimos este assunto com as autoridades do aeroporto de Deli.” Ele também negou que a cobra tivesse sido a causa do pouso da aeronave ou de que o próximo vôo para Mumbai, tenha sido adiado por causa da mesma.

O incidente, por conincidência, repetiu o enredo do filme de 2006, Snakes on a Plane, estrelado por Samuel L. Jackson e Julianna Margulies.

Fonte & Foto: Straits Times

Centros de serviços da Embraer nos EUA recebem certificação EASA


Os clientes europeus de jatos executivos da Embraer contam com dois centros próprios de serviços da Empresa nos Estados Unidos certificados pela European Aviation Safety Agency (EASA): um em Mesa, Estado do Arizona, e outro em Fort Lauderdale, Estado da Flórida. As duas instalações foram inauguradas no ano passado – em 15 de setembro e 27 de outubro, respectivamente – e estão autorizadas a realizar serviços de manutenção não-programada nos jatos Phenom 100 e Legacy 600 registrados na Europa.

“A certificação Parte 145 da EASA dos dois centros de serviços próprios operados pela Embraer aumenta a nossa capacidade de atender melhor nossos clientes europeus, dando-lhes mais flexibilidade ao voar nos Estados Unidos”, declara Scott Kalister, Diretor de Suporte ao Cliente da Embraer para os EUA, Canadá, México e Caribe – Aviação Executiva.

Além de dar suporte aos clientes do Legacy 600 e Phenom 100 baseados na Europa, a Embraer está pronta para apoiar as entregas do Phenom 100 provenientes do Brasil para as suas novas bases européias. Para mais informações sobre serviços de suporte ao cliente de jatos executivos da Embraer, visite www.EmbraerExecutiveJets.com.br.

Sobre os centros de serviços de Fort Lauderdale e de Mesa

Localizado no Aeroporto Internacional Fort Lauderdale-Hollywood, em Fort Lauderdale, Estado da Flórida, as modernas instalações com 5.160 metros quadrados oferecem serviços completos de manutenção para os jatos executivos Phenom 100 e Legacy 600 e, no futuro, também para o Phenom 300, Legacy 450 e Legacy 500. As instalações com 4.180 metros quadrados no Aeroporto Phoenix-Mesa Gateway, em Mesa, Estado do Arizona, estão certificadas para apoiar as mesmas aeronaves.

Os dois centros de serviços próprios para jatos executivos operados pela Empresa contam com um hangar, oficinas e escritórios. Oferecem serviços completos para aeronaves, incluindo manutenção programada e não-programada, assistência técnica 24 horas todos os dia da semana, reparos de peças, estruturas, motores, aviônicos e outros sistemas, equipes móveis de resgate para situações de aeronave inoperante em solo (Aircraft On Ground – AOG) e estoque de peças de reposição reparáveis e consumíveis.

Fonte & Foto: Embraer

Fly-by-wire e joysticks nos novos Legacys


Um sistema fly-by-wire ( FBW ) avançado para os novos jatos executivos ‘Legacy’500 e ´Legacy´450 foi anunciado pela Embraer, incluindo um comando ’sidestick’ , semelhante ao utilizado nos jatos Airbus e Dassault Falcon 7X. O novo sistema vai incorporar um FBW digital de três eixos de autoridade total para uma proteção intensificada do envelope ( perfil operacional ) de vôo. O computador FNW também assistirá os pilotos nas manobras evitando situações de risco como colisões. Também da mesma forma que o Falcon 7X, o sistema vai manter a razão de rolamento e arfagem mesmo quando os pilotos largarem o stick de controle, eliminando a necessidade de um ajuste no compensador ( ‘trim’).

Fonte: JetSite

Foto: Embraer

FAB e Embraer preferem caça da Boeing

Como já se sabe, se depender do presidente Lula e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a França – com quem o Brasil já fechou negócio para a compra de cinco submarinos e 50 helicópteros – também deverá fornecer um pacote de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira, a FAB, numa transação que pode variar entre 4 bilhões e 8 bilhões de reais.

Além do Rafale, fabricado pela Dassault, também estão na disputa os caças FA-18 Hornet, da americana Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. Os três concorrentes devem apresentar uma nova rodada de propostas à FAB na próxima segunda-feira. A decisão do governo deve sair em outubro.

Mas ainda que não comentem a respeito – tanto a FAB, quanto a Embraer, que deverá participar da contrução dos caças e assimilar a transferência de tecnologia exigida do governo brasileiro do fornecedor – preferem o caça FA-18 Hornet, da Boeing.

Para a Embraer, a preferência pela Boeing é claramente comercial. De saída, a empresa brasileira participa de uma licitação de 100 aviões leves de combate, como o Super Tucano, para a Força Aérea Americana, que pretende usá-los em cenários de guerra de guerrilha, como no Afeganistão.

A decisão ianque sobre a compra, que pode alcançar 90 milhões de dólares, deve ser anunciada em 2010.

As duas transações são independentes. Mas se o Brasil optar pelo FA-18, a Embraer deverá contar com maior simpatia dos americanos pelos Super Tucanos.

Outro ponto importante para a Embraer é o interesse já manifesto pela Boeing em desenvolver com a empresa brasileira um avião cargueiro militar, o KC-390, também a ser vendido para as forças armadas brasileiras.

O presidente francês Nicolas Sarkozy disse que a França gostaria de desenvolver um cargueiro com a Embraer. Mas acontece que a Airbus, que é sediada na França, já trabalha num projeto similar ao KC-390.

Já do ponto de vista da FAB, a preferência pela Boeing diz respeito à superioridade técnica do FA-18 sobre o próprio Rafale e o Gripen.

Aliás, nos últimos anos, o Rafale, que é fabricado pela Dassault, perdeu cinco disputas internacionais para o FA-18, em países como a Coreia.

Um dos trunfos do FA-18 é o seu sistema de radar AESA, desenvolvido pela Raytheon, que permite que o avião se torne invisível para o inimigo, que uma vez detectado pode ser fulminado antes mesmo de saber que estava sendo perseguido.

Além disso, para a FAB, a superioridade técnica da Boeing tem a ver com o sistema de navegação GPS.

Os americanos possuem a única constelação de satélites do mundo dotada da tecnologia. O GPS permite a localização exata de um objeto na superfície terrestre ou próximo dela, independente de condições meteorológicas ou de luminosidade.

Cabe ao Pentágono licenciar o uso do GPS para fins civis e militares em todo o mundo.

Logo, se comprar os Rafales, o Brasil continuará dependente dos americanos, ainda que indiretamente. A importação do GPS certamente tornará o pacote francês mais caro para o Brasil.

Desde o início da década que a União Europeia analisa a construção de um sistema GPS próprio. Mas a proposta, que está longe de sair do papel, custaria pelo menos 20 bilhões de dólares.

Outro aspecto que até agora vem sendo ignorado por Lula e Jobim – mas que é de interesse dos comandantes brasileiros – é a transferência tecnológica enquanto treinamento.

Só um piloto muito bem treinado consegue um rendimento máximo em ação. E nesse quesito, mais uma vez os militares brasileiros tem mais intimidade com os americanos, que por sinal tem as forças armadas mais bem treinadas do mundo.

A discussão sobre transferência tecnológica dos caças está restrita à resistência americana em permitir que a tecnologia a ser cedida para o FA-18 Hornet no Brasil seja revendida para países indesejáveis para os EUA, como a Venezuela ou o Irã.

Os americanos já declararam que o Brasil não teria carta branca para revender os FA-18 “made in Brazil”.

De forma explícita, a provável decisão brasileira em comprar os Rafales vai se apoiar nesse aspecto.

Mas de forma velada, a intenção do governo Lula em se alinhar à França tem a ver com a intenção de demonstrar aos nossos vizinhos latino-americanos independência em relação a Washington.

No governo brasileiro, o Itamaraty tem dado sinais de que essa seria uma resposta em boa hora à Casa Branca, poucos meses depois do anúncio da instalação de bases militares americanas na Colômbia de combate ao narcotráfico.

O anúncio gerou uma enorme polêmica na Unasul, que reúne os países sul-americanos, com anti-americanistas notórios, como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Corrêa, do Equador.

Com razão, o Brasil não gostou da maneira como os americanos trataram o tema, não consultando, ou pelo informando Brasília de antemão a respeito.

Mas para o bem da segurança nacional, da FAB e do contribuinte brasileiro – que vai pagar a conta – é preciso esclarecer todos os aspectos – geopolíticos, técnicos e comerciais – que cercam a maior compra de aviões militares pelo Brasil desde 1973.

Fonte: Defesa Net

Aeroporto do Santos Dumont inicia recuperação da pista principal


A partir de 21 de setembro, a pista principal e o pátio do Aeroporto do Rio de Janeiro/Santos Dumont (RJ) passarão por melhorias. A previsão para o término das obras, orçadas em R$ 1,21 milhão, é de 60 dias. Durante esse período, os pousos e decolagens serão feitos pela pista auxiliar do aeroporto, que teve sua reforma concluída em agosto de 2009. As empresas GOL e TAM passam a operar apenas no trecho Rio-São Paulo. Todos os outros voos dessas companhias serão provisoriamente transferidos para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Tom Jobim e os das demais empresas permanecerão operando sem alterações.

As restrições da pista vão interferir apenas na quantidade de aeronaves estacionadas no pátio e no peso máximo permitido às mesmas para pouso e decolagem. “Estamos tomando todo o cuidado para minimizar o impacto na operacionalidade do aeroporto”, explica o Gerente de Operações João Rodrigues Nogueira.

Melhorias
Desde o início do ano, a Superintendência do Aeroporto do Rio de Janeiro/Santos Dumont (RJ) investe em infraestrutura, com o objetivo de oferecer conforto e agilidade nos serviços prestados pela Infraero, como a recuperação e revitalização das esteiras de bagagens e a abertura de mais uma sala de desembarque. Para agilizar o embarque, foi disponibilizado mais um canal de inspeção, num total de cinco módulos. Além disso, foram comprados mais três ônibus para serem incorporados à atual frota, perfazendo um total de seis coletivos.

Atualmente, o aeroporto opera com um total de 290 voos/dia, o que corresponde a um aumento da demanda de 45%, quando comparado ao período das operações assistidas em 2007. Em 2008, o total foi de 3.630.236 passageiros. E, em 2009, o movimento operacional acumulado, de janeiro até julho, foi de 2.584.050 passageiros.

domingo, 20 de setembro de 2009

Dicas de Especialistas para a Banca da ANAC


Agora as provas da Anac p/ Mecânicos de Manutenção Aeronáutica, são online, portanto podem ser feitas as bancas qualquer dia da semana que for agendando.

E para ajudar os alunos neste momento de prestar a banca, resolví colocar aqui alguas dicas de especialistas para fazer as provas com segurança.

Para relaxar nos estudos
• Fique em pé ou sentado, com as mãos ao lado do corpo
• Respire pelo nariz
• Inspire lentamente, enchendo em primeiro lugar a parte inferior dos pulmões;depois a parte central; e, por último, a parte superior
• Prenda a respiração por alguns segundos
• Expire lentamente retraindo ligeiramente o abdômen e levantando-o lentamente, enquanto os pulmões esvaziam. Quando tiver expirado completamente, relaxe o abdômen e o tórax

Ansiedade
• A ansiedade é um sentimento comum em situações em que o indivíduo está sob avaliação.
• Transforme a ansiedade em preparação e estudo. Isso aumenta a segurança na hora da prova. Em vez de se preocupar com a prova, tente estudar para ela.
• Reflita sobre a escolha do curso e da profissão. Uma escolha bem feita ajuda o candidato a enfrentar os exames com mais motivação e reduz a ansiedade.
• Encare a prova como uma aliada na busca de um espaço no mercado de trabalho, não como um monstro que condena pela reprovação na ANAC.
• Dedique atenção especial às disciplinas em que a dificuldade é maior, principalmente as suas.

No período da prova
• Organize-se para chegar com antecedência marcada ao local da prova. Chegando cedo, você evita que imprevistos como congestionamentos ou pneus furados sejam uma preocupação a mais.
• Mantenha os estudos, desde que isso não leve à exaustão. Respeite seu ritmo de estudo na medida em que sentir necessidade. Nesses dias as oito horas de sono e a alimentação equilibrada são fundamentais. Não estude até tarde nos dias que antecedem a banca.

Tempo Livre
• Mantenha suas atividades normais de esporte e lazer. A banca é importante, mas não pode ocupar todo o tempo do candidato. Encontre uma forma de equilibrar o entretenimento e a preparação para as provas.
• Exercite-se diariamente. A atividade física constante ajuda a combater a tensão. Caminhar, andar de bicicleta ou nadar são algumas sugestões.
• Procure garantir oito horas diárias de sono. Além de guardar energias, o sono combate a ansiedade.
• Prefira uma alimentação equilibrada.
• Descubra e respeite seu próprio ritmo de estudo. Não se assuste se você não vem estudando tantas horas diárias quanto os colegas. Oito horas corridas em cima dos livros nem sempre são produtivas para todos os estudantes.
• Evite transformar a banca em uma tortura. Se você não estudou no final de semana para ir a uma festa, isso não é motivo para um drama de consciência. Só não deixe de estudar na segunda-feira.

Alimentação
• As gorduras são de difícil digestão e por isso devem ser evitadas, especialmente no período de provas.
• O café da manhã é refeição importantíssima para quem realiza provas. A glicose é o combustível necessário para o funcionamento do cérebro, tanto para a memória quanta para a concentração. Prefira um café da manhã com leite (com ou sem achocolatado), pão integral, requeijão, aveia, mel e banana.
• O almoço deve ser rico em amido, fonte de glicose. É encontrado no arroz com feijão, no aipim, na batata e nas massas.
• Nas proteínas, prefira peixes ou carne de frango. Acrescente legumes com cenoura, alface e brócolos.

Na hora da prova
• Compareçam vestidos adequadamente, como para seleção de companhia aérea. É um momento formal, representando a escola perante a Agência Nacional de Aviação Civil.
• Aproveite todo o tempo disponível para a prova. A banca não é um teste de velocidade. Se outros fizeram em menos tempo, não quer dizer que as questões estejam fáceis.
• Evite ficar escravo do relógio. É desnecessário consultá-lo a cada 10 minutos para saber quanto tempo levou para responder a cada questão.
• Leia todos os enunciados com muita atenção, para atender às exigências da prova.
• Resolva primeiro as questões em que tiver mais facilidade, independente das disciplinas. Garanta a resposta certa nas perguntas conhecidas, para não desperdiçá-las se faltar tempo. E ter esquecido uma resposta não significa que esqueceu todo o conteúdo.
• Não encare a prova da ANAC como a última chance de sua vida. A idéia do “é agora ou nunca” pode ser um gatilho para o desespero.
Mantenha-se oxigenado. Respire fundo.

E BOA SORTE!!!

Motor rotativo Wankel poderá subistituir motores a pistão em pequenos aviões

Engenheiros aeronáuticos europeus acabam de colocar um motor rotativo Wankel para certificação para uso em pequenos aviões. Os motores Wankel têm apenas duas partes móveis, mas até hoje não despertaram interesse mais generalizado devido ao seu alto consumo de combustível. O problema agora foi resolvido.

Motores a pistão

Os motores a pistão de quatro cilindros, hoje utilizados na maioria dos aviões de pequeno porte, são baseados em uma tecnologia desenvolvida há mais de 60 anos.

Embora funcionem muito bem e tenham uma confiabilidade a toda prova, eles têm duas desvantagens significativas: têm cerca de 80 partes móveis – o que é sempre um fator de risco – e só funcionam com uma gasolina especial de alta octanagem.

Motor rotativo WankelMotor Wankel

O novo motor Wankel, agora desenvolvido por pesquisadores da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, tem apenas duas partes móveis e funciona com querosene, o combustível padrão da aviação comercial, utilizado por todos os aviões a jato.

O uso de motores rotativos Wankel na aviação não é exatamente uma novidade. O fabricante de automóveis Mazda, do Japão, fabrica automóveis com esse tipo de motor. Aficcionados por aviação, principalmente nos Estados Unidos, já fizeram inúmeras adaptações desse motor automotivo, principalmente para uso em pequenos aviões construídos de forma amadora, na garagem de suas casas.

Motor a querosene

O projeto do motor Wankel data dos anos 1930, mas nunca representou um concorrente sério para os motores a pistão devido ao seu alto consumo de combustível. Mais recentemente, com o advento da moderna tecnologia eletrônica automotiva, passou a ser possível controlar de forma mais precisa a injeção de combustível, a ignição e a combustão no interior do motor. O resultado é que agora já se dispõe de um motor Wankel com o mesmo consumo de combustível de um motor a pistão. E funcionando com querosene de aviação.

Segurança e confiabilidade são fatores-chave na aviação. O motor Wankel tem apenas um rotor, que substitui o virabrequim, pistões, anéis, válvulas e todo o aparato móvel de um motor a pistão. Ao invés de 80 partes móveis, o motor rotativo pode ter apenas duas ou três, o que o torna extremamente seguro e confiável.

A fabricação do novo motor ficou a cargo da empresa Mistral Engines, da Suíça. Além de equipar pequenos aviões, a empresa afirma que o novo motor Wankel poderá ser utilizado em inúmeras outras aplicações, como barcos e geradores de energia.Maiores informações poderão ser obitidas nos sites da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e da Mistral Engines e para curiosos sobre o Motor Rotativo, este site possui bastante informações.

Redes de sensores vão monitorar integridade estrutural de aviões


O conceito de redes de sensores já atraiu a atenção dos mais diversos segmentos, tanto nas universidades e centros de pesquisas quanto na indústria, devido principalmente à sua capacidade de monitoramento contínuo e em tempo real. As possibilidades de uso desses sensores interconectados vão desde o monitoramento do meio-ambiente até o acompanhamento da resistência estrutural de pontes, viadutos e equipamentos industriais.

Monitoramento da integridade estrutural

Agora, pesquisadores do Laboratório Sandia, Estados Unidos, desenvolveram uma nova rede de sensores que será utilizada para monitorar a integridade estrutural de aviões, antes que micro-falhas de material possam colocar em risco a aeronave e seus passageiros. O sistema já foi homologado pela empresa Boeing, que deverá passar a utilizá-lo em seus futuros aviões.

“Com sensores checando continuamente os primeiros sinais de desgaste, você pode restringir seus esforços de manutenção para quando necessitar de intervenção humana,” diz o engenheiro Dennis Roach, ressaltando o impacto que as redes de sensores poderão ter também sobre os custos de manutenção das aeronaves.

Outro benefício dos sensores integrados à estrutura de aviões e outros veículos é a possibilidade do registro detalhado de falhas inevitáveis, como acontece durante os acidentes. Se essas redes de sensores já fossem utilizadas, por exemplo, no acidente com o avião da Gol, que chocou-se com um jatinho executivo há alguns meses, seria possível descrever com detalhes toda a seqüência de danos estruturais sofridos pelo avião. Esse tipo de informação é essencial para o desenvolvimento de novos ítens de segurança.

Sensores piezoelétricos flexíveis

A rede de sensores que deverá monitorar os aviões será constituída por sensores individuais capazes de se comunicar entre si e com uma central de controle. Os sensores são formados por finas estruturas de material piezoelétrico gravadas sobre uma folha flexível de circuito impresso.

Esses sensores são instalados nos pontos de contato entre diferentes partes do avião, sobre camadas de solda e em qualquer outro ponto passível de falha estrutural. Qualquer alteração mecânica sofrida pelo sensor transforma-se em uma corrente elétrica, que é lida pela central de controle.

O servidor central da rede sensores tanto pode emitir sinais de alerta em tempo real, no caso de falhas graves, quanto armazenar informações sobre pequenas alterações. Durante as manutenções, os computadores dos técnicos são conectados à rede e podem verificar graficamente todas as anomalias.

Sensores de pressão

Da mesma forma que os nervos distribuídos ao longo de todo o corpo humano, redes distribuídas de sensores oferecem um nível de monitoramento e sensitividade que nenhum outro sistema atual possibilita. É por isso que a indústria já criou o conceito de SHM (”Structural Health Monitoring”: monitoramento da saúde estrutural). De posse dos dados desses sensores, as manutenções podem ser melhor dirigidas e feitas mais rapidamente.

Para locais menos críticos, que podem ceder sem representar um risco à segurança, poderá ser utilizado um outro tipo de sensor, baseado no monitoramento de pressão. Também flexível, ao invés de conter material piezoelétrico, o sensor é formado por uma série de minúsculos canais interconectados, que são preenchidos com ar-comprimido. Qualquer trinca que se propague sob ele quebra as galerias, alterando a pressão em seu interior.

sábado, 19 de setembro de 2009

Webjet faz parceria com o Vigilantes do Peso


A Webjet Linhas Aéreas fechou parceria com o grupo Vigilantes do Peso e é um dos apoiadores do tradicional Concurso Recreativo Associado do Ano. O concurso elege, anualmente, as melhores histórias de emagrecimento dos associados da organização.

Nesta edição, o destaque da premiação ganhará um pacote de quatro noites, com tudo pago, para o Iberostar Praia do Forte, voando de Webjet, a partir de qualquer uma das dez cidades onde a companhia atua.

O concurso

O Concurso Recreativo Associado do Ano elege, anualmente, as melhores histórias de emagrecimento do Vigilantes do Peso. Além do ganhador principal, outras categorias também recebem prêmios. Para a edição deste ano, os associados podem se inscrever até o dia 24 de outubro. Os formulários estão disponíveis no site www.vigilantesdopeso.com.br ou com as orientadoras, nas reuniões do Vigilantes do Peso, que está presente em 12 estados e tem 34 anos de história no Brasil.

Perfil

A Webjet conecta 10 cidades em todo o Brasil, utilizando 16 Boeings 737-300, com capacidade para 136 passageiros, cada. Além do alto padrão de qualidade no atendimento, a companhia oferece serviço de bordo diferenciado e o maior espaço entre as poltronas do mercado.

Fonte: Portal Fator Brasil

Airbus vê demanda por aviões crescer com fim da crise


A Airbus melhorou suas previsões para a demanda de aviões com o fim da crise que envolveu a indústria. A companhia acrescentou que o tráfego de passageiros em 2010 vai crescer 4,6 por cento.
A Airbus vê demanda global para 25 mil novas aeronaves no período de 20 anos entre 2009 e 2029, ante 24.262 unidades que previa para entre 2007 e 2027.

A empresa acrescentou que, apesar da esperada queda no tráfego de passageiros Neste ano (expressa em RPKs), estima um crescimento de 4,6 por cento em 2010 e continuação em níveis similares.

"Transporte aéreo é uma indústria em expansão e um ingrediente essencial da economia mundial", afirmou o vice-presidente de operações da Airbus para clientes, John Leahy, em comunicado. Segundo ele, a substituição de aeronaves antigas e a expansão de companhias aéreas de baixo custo vão impulsionar o crescimento futuro das encomendas.

A Airbus espera que os pedidos de novos aviões alcance os 3,1 trilhões de dólares.

A rival Boeing informou em previsão equivalente em junho que espera que a indústria registre encomendas de 29 mil aviões nos próximos 20 anos, num valor de 3,2 trilhões de dólares.

Fonte: John Bowker (Reuters) via Abril.com

Oman Air recebe o seu primeiro Airbus A330


A companhia Oman Air recebeu o seu primeiro Airbus A330-200, o que permite a transportadora iniciar voos de longo curso pela primeira vez.
O avião destina-se às rotas des Moscat (Oman), para Londres, Paris e Frankfurt, bem como destinos na Ásia.

A companhia do Golfo Pérsico fez um pedido de sete encomendas deste aparelho, dos quais cinco diretamente à Airbus, recebendo os seis restantes aviões nos próximos anos, disse uma fonte da empresa.

Fonte: Opção Turismo (Portugal) - Imagem: bangaloreaviation.com

Ubatuba (SP): Cidade poderá receber base de operações da aviação do Exército


Negociações avançam em Ubatuba para que a cidade receba um ponto de operações do Exército
No último dia 3, o prefeito Eduardo Cesar recebeu o comandante do CavEx - Comando de Aviação do Exército, General-de-Brigada do Exército, Roberto Sebastião Peternelli Junior, onde foram discutidos assuntos pertinentes a possível instalação de uma base operacional do Exército no aeroporto de Ubatuba.
O Aeroporto de Ubatuba

César considera que sendo uma cidade turística, seria um considerável avanço para Ubatuba o fato de que a mesma venha a ser ser beneficiada com esse ponto de operações de aeronaves do Exército, onde haverá possibilidade da chegada de helicópteros durante a noite.

De acordo com o General Peternelli Junior, a base deverá ter um heliponto, onde será possível, mesmo à noite, pouso e decolagens de aeronaves, incluindo-se aí a questão turística ou casos de emergências como a necessidade de locomoção a uma UTI.

Entre as autoridades presentes às negociações estavam: o superintendente do Daesp, Sérgio Augusto de Arruda Camargo; o engenheiro do Daesp, Jamil Abukater; diretor da Administração Regional de Itanhaém, José Antonio da Fonseca; diretor da Divisão de Aeroportos do Interior, José Mauro de Figueiredo Garcia e a administradora do aeroporto de Ubatuba, Cleonice B. da Silva Andrade.

Fonte: Ocimar Barbosa (Agora Vale) - Foto: Emilio Campi

JAL vai interromper voos para o Brasil


A Japan Airlines vai cortar linhas e demitir 6.800 de seus 47 mil funcionários. A notícia foi anunciada hoje no Japão e dá conta do cancelamento de voos para sete cidades da malha doméstica, entre as quais Shizuoka e Fukuoka. Na malha internacional, voos de Tokyo Narita para Roma, Cidade do México e São Paulo serão completamente eliminados.

Fonte : www.jetsite.com.br

Vendas da Airbus caem 85% na América Latina


Os reflexos da crise na aviação comercial deverão fazer com que a fabricante europeia de aviões Airbus registre uma queda de quase 85% em suas vendas na América Latina este ano, segundo o vice-presidente da empresa, Rafael Alonso.

Ele estima que, até o final de 2009, a Airbus deverá vender 12 aeronaves na América Latina, muito menos que as 78 unidades de 2008. Mesmo assim, Alonso destaca que os mercados latino-americano e brasileiro foram dos que menos sentiram a crise e deverão sustentar boa parte das vendas de aviões em todo o mundo no futuro.

No Brasil, além de fornecer aviões para a TAM desde meados de 1984, a Airbus fechou no ano passado um contrato com o grupo Synergy, controlador da OceanAir. A empresa tem interesse em negociar com as demais companhias aéreas brasileiras. Segundo Alonso, a equipe de vendas está em contato com empresas como Gol/Varig, Azul e WebJet, mas não há negociação firme fechada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

FAB: 27% dos acidentes aéreos ocorre em treinamento


O número de acidentes envolvendo aeronaves usadas na instrução de pilotos em todo o País saltou de 2 para 16 (700%) na última década. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado ao comando da Aeronáutica, também verificou que o segmento aumentou a participação no total de acidentes aéreos – de 4%, em 1999, para 13%, no ano passado – porcentual mais elevado no período (1999 a 2008). E as estatísticas deste ano revelam um quadro ainda pior. Até junho, o Cenipa havia contabilizado 13 acidentes com aeronaves de instrução. Ou seja, em seis meses, o setor já acumula 81,2% do total de acidentes registrado no ano passado inteiro. Já o porcentual em relação ao total de acidentes na aviação civil brasileira disparou para 24% – isso sem contar os dois últimos acidentes, ocorridos neste mês no interior de São Paulo, o que elevaria o porcentual para 27,7%.
Para um investigador civil ouvido pelo Estado, sob a condição de anonimato, os números são resultado de anos de “falta de fiscalização e despreparo de instrutores e escolas de aviação”. Por lei, a fiscalização do setor é de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “É nítido que a agência relegou a aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos) a um segundo plano”, disse. “O problema é que, no futuro, isso pode ser a pedra no sapato deles, pois estamos falando de falhas graves na base da pirâmide.”
As estatísticas oficiais mostram que ocorrências com aviões de instrução estão concentradas na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do Estado, onde têm sede as maiores escolas de aviação do País. Dos 13 casos já somados pelos militares neste ano, 6 ocorreram em São Paulo, 2 no Paraná, e 1 no Rio, em Minas, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As causas mais comuns para os acidentes foram perda de controle em voo (3) e no solo (3), seguidas por falha do motor em voo (2).
Programa de prevenção
O Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos para 2009, lançado no fim do ano passado pelo Cenipa, já alertava para a incidência dos casos de perda de controle em voo. “Evidenciam a inabilidade do aluno em realizar as manobras propostas, aliada à deficiência do instrutor em assumir os comandos a tempo de evitar o acidente”. O diagnóstico chamava a atenção ainda para “a falta de supervisão nas atividades de instrução”. Os acidentes com aviões de instrução não costumam deixar mortos. Desde 2008, a Aeronáutica não registra casos fatais.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Colaborou: Luis de Deus M. Jr.

A imprensa não acerta quando o tema é aviação!!!!

Colei abaixo o texto que apareceu ontem no UOL sobre o incidente com o Fokker 100 da Contact Air na Alemanha. Não vou entrar em detalhes pois foi um procedimento de emergência: O trem não baixou e a tripulação fez um pouso de barriga.
O que quero comentar é sobre a maneira que a imprensa trata os temas ligados a aviação. Um exemplo: os aviões comerciais são dotados de sistemas redundantes (no caso de aviões ETOPS, tripla redundância), e as vezes, com a falha de um sistema o comandante resolve fazer um pouso fora de escala só para restaurar a redundância e evitar a degradação de mais sistemas. Quando acontece isso, é comum ver na imprensa no dia seguinte: “Avião da XYZ faz pouso de emergência em Manaus, ninguém se feriu”.
E aí, quando acontece realmente um pouso de emergência como o de hoje, a manchete é “pouso não programado” ????? Neste pouso não programado os passageiros ficaram em choque e uma das comissárias feridas.

Dá pra entender???

Tem que ser criado um manual de redação e estilo para aviação.

domingo, 13 de setembro de 2009

TAM recebe certificação da Federal Aviation Administration, dos Estados Unidos


O Centro Tecnológico da TAM foi certificado pela autoridade aeronáutica norte-americana, a Federal Aviation Administration, para realizar a manutenção de aeronaves matriculadas nos Estados Unidos. Com esse selo de qualidade emitido pelo órgão homologador, a empresa ampliou o leque de serviços de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul) oferecidos e passou a ser a única companhia aérea brasileira certificada pela FAA, pela EASA (European Aviation Safety Agency) e pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

A certificação FAR 145 obtida autoriza que o MRO realize todas as grandes atividades de manutenção programada (checks C e D), além da revisão de diversos componentes aeronáuticos. O processo de obtenção do certificado levou 14 meses e foi precedido de extensas auditorias, nas quais todos os processos técnicos e de qualidade do Centro Tecnológico foram minuciosamente verificados pelo órgão homologador norte-americano.

O Centro Tecnológico está homologado também pela ANAC e pela EASA para realizar todas as grandes manutenções programadas em aeronaves Airbus A318/319/A320/A321 e A330, tanto da frota da companhia como a de terceiros, além de aviões Fokker-100. Além disso, a TAM foi certificada para manutenção de componentes dos aviões Boeing que estão sendo incorporados à frota e está em processo final de homologação para aeronaves Boeing 767.

Mais uma ótima notícia para o mercado da aviação civil brasileira.

Fonte: www.mercadoeeventos.com.br

Aproximação em marcha lenta (Idle)


A SAS (Scandinvian Airlines Noruega) desenvolveu um novo método de pouso que poderá resultar num corte radical de emissão de poluentes e consequentemente economia de combustível. A técnica envolve o pouso “planando” através de uma rota mapeada por satélite e poderá economizar até 100kg de combustível em um bimotor durante a descida.
Isto equivale a aproximadamente 300kg de dixido de carbono a menos na atmosfera quando o combustível é queimado, disse a companhia.
“Nós ganhamos dos dois lados,” disse Thomas Midteide, porta-voz da SAS Noruega, uma das empresas administradas pelo grupo SAS. “De uma lado nós economizamos combustível e do outro reduzimos emissões de CO2.”

A novo método de pouso consiste nos motores sendo deixados em Idle (marcha lenta) durante todo o percurso de aproximação, deixando a aeronave planando e seguindo uma rota mapeada por satélite para cada tipo de avião. Somente na curta final os pilotos “pegariam” os controles novamente. No método tradicional os pilotos (ou FMC) manualmente controla o avião durante a descida em estágios (steps) por uma grande distância, o que acaba causando um grande consumo de combustível. A nova técnica foi testada somente em simuladores por enquanto, mas será testada em um Boeing 737 na Noruega.
Se a idéia for aprovada pelas autoridades de aviação civil, poderá ser introduzida em todas as empresas do grupo SAS. O grupo acreditaque o método será melhor aproveitado em aeroportos silenciosos cercados por montanhas e vales.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas diz que o transporte aéreo é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 produzidas pela humanidade e 13% de todo o CO2 produzido por empresas de transporte.

sábado, 12 de setembro de 2009

França diz que aeronave do Brasil não vai substituir A400M


As negociações da França com o Brasil sobre a compra de 10 a 15 aeronaves de transporte, que custarão de 50 milhões a 60 milhões de euros cada, não afetarão o projeto europeu de produção do cargueiro A400M, informou o ministro da Defesa francês.

A produção do cargueiro militar A400M, a ser construído pela Airbus, tem sido adiado, mas o ministro da Defesa da França, Herve Morin, disse que as negociações com o Brasil sobre a compra da aeronave de transporte KC-390 são um assunto separado. O cargueiro KC-390 será fabricado pela Embraer.

“Vamos comprar entre 10 e 15 unidades”, afirmou o ministro à rádio RTL. “O custo vai depender do desenvolvimento do programa, mas será muito mais barato, não é do mesmo nível que o A400M. É um avião de cerca de 50 milhões a 60 milhões de euros.”

Membros europeus da Organização do Tratatado do Atlântico Norte (Otan) afirmaram este ano que concordaram em renegociar seus contratos com a Airbus, controlada pela EADS, depois que problemas técnicos e aumento de custos atingiram o desenvolvimento do A400M.

Morin também expressou confiança sobre as negociações com o Brasil sobre a compra brasileira de 36 jatos de combate Rafale, produzidos pela francesa Dassault Aviation.

O Brasil informou esta semana que ainda tem que concluir o processo de seleção do contrato.

“O processo de venda começou bem. Será vendido no dia em que o acordo for assinado”, disse Morin.

Fonte: Invertia

EUA concordam com transferência de tecnologia ao Brasil e Lula ironiza disputa


A embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou que o governo americano aprova a transferência de tecnologia do caça F/A-18 Super Hornet ao Brasil, assim como a montagem dos aviões no país, caso o governo brasileiro opte pelos caças americanos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, ironizou a disputa entre os países que participam da concorrência para a renovação da frota de caças brasileiros.

- Daqui a pouco vou receber (os caças) de graça – disse Lula rapidamente, enquanto aguardava o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, no Palácio do Itamaraty, segundo a Rádio CBN e o site G1.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, a embaixada americana diz entender que o governo brasileiro ainda não tomou uma decisão final sobre a concorrência dos caças FX-2, mesmo após a sinalização do presidente Lula de que fecharia negócio com a França, e afirma que a proposta americana é forte.

Ainda segundo o comunicado da embaixada, o Congresso americano concluiu a análise da proposta de venda no último dia 5, sem nenhuma objeção. Prossegue a nota dizendo que “isso significa que a aprovação do Governo dos Estados Unidos para transferir ao Brasil as tecnologias avançadas associadas ao F/A-18 Super Hornet é definitiva.”

Além do F/A18 Super Hornet, da americana Boeing, disputam a licitação o Gripen, da sueca Saab, e o Rafale, da empresa francesa Dassault, com quem o governo brasileiro já abriu negociações. O negócio pode chegar a US$ 4 bilhões.

A transferência de tecnologia era o principal argumento do governo brasileiro para negociar com os franceses a compra de 36 caças Rafale. Na segunda-feira, Lula, ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou a abertura da negociação, antes mesmo de receber o relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre as propostas dos três concorrentes que disputam o negócio milionário.

Em nota divulgada na terça-feira à noite, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ratificou o interesse pela oferta da Dassault, mas afirmou que o governo não fechou questão sobre o assunto. Segundo ele, o presidente da França prometeu oferecer “preços competitivos e razoáveis”. A oferta foi feita, segundo a nota, dia 6. Lula e Sarkozy jantaram nesse dia.

Jobim participará de reunião extraordinária da Comissão de Relações Exteriores do Senado na próxima quarta-feira, às 10h, para tratar exclusivamente da negociação sobre a compra de 36 caças franceses.

O acerto da reunião foi feito na manhã desta quarta-feira pelo presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o próprio ministro.

Segundo Azeredo, Jobim reafirmou que o processo de compra está aberto a todas as empresas credenciadas.

Fonte: O Globo