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sábado, 12 de setembro de 2009

Infraero discute dinamizar aeroporto de Campos (RJ)


O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, recebeu na última terça (dia 1º), na sede da empresa em Brasília, a prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ), Rosinha Garotinho. O tema da audiência foi o Aeroporto de Bartolomeu Lysandro. Rosinha disse que propôs ao Ministério da Defesa municipalizar o aeroporto e ampliar o funcionamento com o desenvolvimento da carga aérea.

A iniciativa, segundo a prefeita, visa preparar o município para o crescimento regional com a construção do Complexo Portuário Farol-Barra do Furado e Porto do Açu, dentro de dois anos. Segundo ela, o terminal já é alfandegado desde 2000, mas nunca operou aviões cargueiros.

Murilo Barboza sugeriu que a Prefeitura analise a legislação alfandegária e entre em contato com a Receita Federal. Paralelamente, uma reunião de trabalho será agendada no Rio de Janeiro a fim de que a Infraero e Prefeitura dêem seguimento às ações necessárias junto ao governo federal.

Fonte: Panrotas

Foto: Eliabe de Souza

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Infraero realiza em junho exercícios simulados em dez aeroportos da rede


Oito treinamentos destinados ao CVE (Corpo de Voluntários de Emergência) e nove Exeac (Exercícios de Emergência Aeronáutica Completo) , além de um parcial, estão programados para este mês de junho e dez aeroportos administrados pela Infraero: Fortaleza (CE), Teresina (PI), Belém (PA), São Luís (MA), Montes Claros (MG), Carajás (PA), Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), Tefé (AM) e Uberlândia (MG).

Na semana passada foi a vez de Congonhas. Empregados da Infraero e funcionários de empresas que atuam no aeroporto participaram de um exercício que simula um acidente de aeronave, com vítimas, no pátio do aeroporto. O treinamento, denominado Exeap (Exercício de Emergência Aeronáutica Parcial), é realizado pelo menos uma vez por ano com o objetivo de treinar equipes de socorro e membros do CVE. Essas equipes têm a função de prestar os primeiros-socorros a acidentados em caso de ocorrência dentro do sítio aeroportuário.

Simulação

Os voluntários socorreram passageiros de uma aeronave que teria passado por problemas para pousar. As dificuldades teriam sido causadas por ventos cruzados que a fizeram colidir violentamente contra o solo e danificaram o trem de pouso, uma turbina, parte da asa direita e da cauda. Houve simulação de passageiros feridos, vazamento de querosene e princípio de incêndio.

O coordenador de salvamento e combate a incêndio, Esdras Barros, explica que o principal objetivo foi detectar o que pode ser melhorado e avaliar recursos e procedimentos. Os membros do corpo de voluntários de emergência, que passaram por formação prévia de 15 dias, fizeram exercícios práticos durante o simulado e puderam testar a capacidade de responder rapidamente em situações de grande tensão. Esses voluntários agora reforçam o grupo de emergência do aeroporto e estão estão credenciados a prestar os primeiros socorros até que as vítimas sejam encaminhadas a um hospital.

O Exeap é um simulado parcial porque só envolve equipes internas. Pela regulamentação da Oaci (Organização Internacional de Aviação Civil), os aeroportos devem realizar a cada dois anos, alternadamente, um Exeap e um Exeac, que envolve também órgãos externos como as polícias Federal, Civil e Militar, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e hospitais da região.

Nos aeroportos da Infraero, os dois exercícios são realizados anualmente como forma de reforçar ações preventivas. O gerente de segurança operacional da Infraero, Leonardo Marini, explica que essa é mais uma precaução adotada pela empresa. “São exercícios fundamentais para assegurar a capacidade de fazer frente a um possível desastre aéreo e saber se os órgãos envolvidos estão aptos a responder com agilidade”, diz.

Infraero firma convênio para controle de avifauna em dez aeroportos


A Infraero acaba de firmar, na última sexta-feira, Dia Internacional do Meio Ambiente, um convênio com a Fundação Universidade de Brasília, por meio do CDT/UnB (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília), para elaboração e execução de planos de manejo e pesquisa da fauna em dez aeroportos brasileiros.

A Fundação será responsável pela elaboração de um estudo técnico que resultará em amplo diagnóstico da situação da avifauna nos aeroportos. Neste levantamento serão identificados possíveis riscos para a aviação, focos atrativos de aves e animais silvestres e a melhor maneira de remanejá-los.

Além do estudo, a UnB também será encarregada de implementar o projeto, ou seja, executar todas as ações necessárias ao manejo da fauna, entre elas as licenças para a captura de animais, para o transporte e para a relocação dos mesmos em outro ambiente. Outro item do convênio é a capacitação de empregados da Infraero que serão encarregados de dar continuidade ao trabalho após o encerramento da parceria.

Com a implantação do programa, espera-se que a Infraero possa atuar na prevenção, contenção e eliminação dos riscos causados pela fauna à atividade aeroportuária.

O convênio tem validade de dois anos. Esse é o prazo para a realização de pesquisas, elaboração e execução dos planos de trabalho. Serão contratados biólogos com especialização em vários tipos possíveis de fauna e equipes de apoio.

Fonte: Aviação em Revista

terça-feira, 19 de maio de 2009

Estudo propõe dividir e privatizar a Infraero


Estudo encomendado pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) propõe a cisão da Infraero em várias empresas, a abertura de capital das novas subsidiárias e, numa etapa seguinte, a privatização. O modelo se inspira na venda do Sistema Telebrás, realizada em 1998. Os autores do estudo sugerem que, antes da privatização, o governo estabeleça um novo marco regulatório para o setor, autorize a construção de novos aeroportos e crie condições para que haja competição no setor. Além disso, propõem uma inovação: a realização de leilões de “slots” (as faixas de horários para pousos e decolagens de aviões) nos aeroportos congestionados, como Congonhas, destinando os recursos levantados com isso para expandir a capacidade aeroportuária.

O documento, intitulado “Regulação e Concorrência no Setor de Aeroportos”, foi elaborado pelo professor Heleno Martins Pioner, da FGV, e por Eduardo Fiúza, do IPEA. Ele faz uma radiografia minuciosa do setor, analisa experiências internacionais de privatização nessa área e expõe ineficiências da Infraero, que registrou prejuízos em três dos últimos quatro anos.

Pelo plano elaborado pelos 2 especialistas, o governo deve consolidar a estrutura regulatória, que hoje envolve a Anac, a Secretaria de Aviação Civil e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Ministério da Defesa, e instituir um novo marco regulatório para o setor. Uma outra iniciativa seria autorizar a iniciativa privada a construir novos aeroportos e os governos locais (Estados e municípios) a fazerem o mesmo por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

A ideia é permitir que as próprias empresas tomem a iniciativa de construir novas unidades, a exemplo do que ocorreu nas licitações das usinas do rio Madeira. Caberia à Anac, no entanto, enquadrar os projetos no plano diretor nacional de aeroportos a ser criado e analisá-los tecnicamente. Uma das principais preocupações de Pioner e Fiúza é que, antes da privatização, sejam criadas as condições para que as empresas operem num mercado competitivo.

Outra ação proposta no plano é dividir a Infraero em blocos segundo uma nova estrutura de tarifas que reflita custos e demandas nos diversos aeroportos, e abrir o capital das novas empresas. O passo seguinte é transformar o atual sistema de subsídios cruzados internos à Infraero em um sistema de transferências entre os blocos por meio da criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional.

A próxima iniciativa seria a venda de até 49% do capital de cada bloco (empresa), com a oferta de um pedaço do capital a detentores de saldos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Seria criada ainda uma golden share, uma ação de classe especial que daria ao governo poder de veto. Feito isso, o governo venderia, de forma separada, as empresas prestadoras de serviços (comissaria, limpeza, segurança etc.) em que a Infraero tenha participação.

Fonte: Valor Econômico